Por Kelly Elias – @KellyEllias

 Saudações São Paulinas 

Dando continuação ao assunto da semana passada – o Batismo Tricolor – hoje venho ilustrar mais sobre o tema com uma entrevista feita com uma torcedora que participou da cerimônia de batismo.
Ela me contou em uma breve entrevista como foi participar desse momento tão especial, nome dela é Maria Alice de Faro Teixeira, nascida em 28/11/1951 em Aracaju/Sergipe, e mora em São Paulo desde os 15 anos de idade. Ela é advogada, formada pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco (USP), divorciada e tem duas filhas. 

Kelly: Gostaria que você me contasse como surgiu a ideia de participar do Batismo Tricolor?

Maria Alice: Entrei como sócia-torcedora do SPFC em novembro de 2007 e, desde então, passei a entrar sempre no site do São Paulo. Foi ali, no site, que conheci o Batismo Tricolor. Passei a me interessar pelo assunto e me inscrevi. Fiquei aguardando ansiosamente o anúncio da data do meu Batismo. Mandaram-me um aviso de que seria no dia 12/04/2008, em um sábado.

Kelly: Quem foi sua madrinha/padrinho no Batismo Tricolor?

Maria Alice: Convidei para ser minha madrinha uma amiga das minhas filhas, com idade até para ser minha filha, Renata Buttelli, também torcedora do São Paulo.

Kelly: E como foi o dia do seu Batismo Tricolor? Quais são as etapas do evento?

Maria Alice: No dia do meu Batismo o meu nervosismo era muito. Finalmente, cheguei ao Estádio do Morumbi. Chegando lá fomos recebidas pelo Mascote, passamos por uma mesa onde recebemos a Bandeira do SPFC, uma camiseta alusiva ao Batismo Tricolor e um vasinho com o gramado do Estádio plantado nele.
Seguimos para uma tenda montada ao lado do Escudo do Time e iniciou-se a cerimônia. Começou tocando o Hino do São Paulo e seguiu com o Santo Paulo, batizandos, padrinhos, parentes e acompanhantes fazendo o Juramento em voz alta. Muito bonito e emocionante! O Santo Paulo foi chamando os batizandos, um a um, os quais seguiram acompanhados pelos padrinhos, madrinhas, pais ou mães, para receberem a vela e o Certificado de Batismo São Paulino. Seguiram-se as fotos individuais com o Mascote e com o Santo Paulo, como também, a foto de todo o grupo.  Não me recordo o número exato, mas acho que éramos em torno de 15 batizandos, entre bebês, crianças, adolescentes e adultos. Eu fui a mais velha de todos. Meu Certificado de Batismo São Paulino recebeu o registro nº 001.078.

Kelly: Qual foi a sensação de participar do Batismo Tricolor?

Maria Alice: É uma brincadeira, a gente sabe, mas, que emociona, não tenha dúvida!

Kelly: E como você sente a relação do SPFC com o torcedor que participa do Batismo Tricolor?

Maria Alice: A relação é extremamente simpática e presente, porém, limita-se apenas ao dia do evento; fora isso, é como se não existíssemos. Pelo menos foi isso que senti, e era assim na época em que participei; não sei como é hoje.

Kelly: Hoje você participaria novamente do Batismo Tricolor?

Maria Alice: Assim mesmo, Kelly, a emoção do dia foi tanta, que, se fosse hoje, tenho certeza de que faria tudo novamente. Acho que o São Paulino de verdade, aquele que torce pelo time, independente da vitória ou da derrota, é participativo, veste a camisa do seu clube do coração e faz de tudo para mostrar esse amor incondicional. Por esse motivo, recomendo o Batismo São Paulino a todos aqueles que, como eu, ama de verdade o São Paulo Futebol Clube. Após o Batismo, a gente se sente mais São Paulino, e é verdade!
 É como se nós, com o juramento que fizemos, assumíssemos o dever de zelar, cuidar, ajudar, cada vez mais, o clube que amamos.
 Após o meu Batismo fiz questão de festejar, oferecendo uma bela feijoada aos parentes e amigos em minha casa, tamanha a alegria que senti naquele momento. Considero até, que aquele foi um dos dias mais felizes da minha vida! E viva do São Paulo!

Agradeço a Maria Alice por ter dedicado sua atenção em compartilhar essa experiência conosco e espero que o Batismo Tricolor continue fazendo mais e mais São Paulinos vivenciar momentos de alegria como foi o dela.