Não é fácil ficarmos feliz com um empate quando a melhora do time é evidente e mesmo assim o resultado positivo não vem. Contudo, jogamos contra o vice líder e garantimos um pontinho. Não dá pra reclamar.

Em situações normais, não teríamos passado ilesos, ao menos um gol teríamos sofrido logo no primeiro tempo e aí o resto da história vocês já sabem.

Graças ao (Santo) Paulo Autuori nossa zaga já não parece mais tão perdida quanto filho de rapariga no dia dos pais e assim, falta apenas encontrarmos alguém no meio desse pacote enviado pelo Uram que consiga finalizar, mas isso é assunto pra outro post…

Nossa maratona começou ontem e o jogo mais difícil dela felizmente já foi! 
Agora  é com a gente! Não importam os nomes, a conduta ou qualidade técnica dos 11 que, ainda que sem fazer por onde, terão a honra de vestir o manto de milhões pelo Brasil.
 
Não importam os inaptos que nos colocaram hoje nessa situação. Não importam aqueles que nos prejudicaram nessa caminhada, tampouco os obstáculos enfrentados.
 
Só o que importa agora é o gigante vai a campo. E nós iremos com ele. Com alma e coração.

A tarefa de resgatar o São Paulo cabe a todos nós também, que temos dignidade de seguir lutando até na hora que a batalha se torna um tanto quanto quanto árdua, e discernimento pra saber a hora certa de apoiar e a de protestar. Lutemos do início ao fim. Cantemos, vibremos e pressionemos também. E estejamos certos de que vale o sacrifício. Ou isso ou todos, os que lutam e os que não lutam, haveremos de lamentar no final. Lutemos, portanto.
 
              (imagem:Rubens Chiri)

Que entremos em campo também. Que a camisa se faça mais forte que tudo, independente que quem vista. Que todos os títulos conquistados até aqui nos fortaleçam. E que venha a tão sonhada reabilitação, já que algo a mais a esta altura é utopia.

O próximo jogo será em Recife e é bom lembrar aqui, que poucos sentimentos na vida são tão bons quanto participar ativamente de uma batalha fora de casa.  Encarar uma multidão na base do grito é das maiores demonstrações de amor ao clube que o torcedor pode dar.
 
É se reconhecer como minoria e cantar por todos os que não podem estar junto. É ser a voz de milhões num cimento gelado e cercado por alambrados. É empurrar o time contra tudo e contra todos.  É ser a massa em tão poucos. É ser minoria absoluta e mesmo assim fazer calar um estádio, e poucas coisas podem ser tão boas quanto mesmo em condição adversa e pressões de todos os lados, silenciar a maioria adversária.
 
O resultado almejado, quando vem, traz o sentimento de um guerreiro que vai para uma batalha distante e retorna para casa com a vitória no colo e o inimigo aos seus pés, portanto, é ir e representar todos os aqueles que aqui ficarão, sabendo que ao retornarem, serão recebidos como vencedores que são.

À luta, São Paulindos!

Por Carol Nader
Twitter: @NaderCarol.