Desde 2009, o São Paulino chega mais ou menos nessa fase do ano já imaginando que ele não deixará saudades. Este especialmente poderia nem ter existido. Só esse flerte com o rebaixamento já abalou o suficiente, mesmo assim 2013 começa caminhar pro fim e tem tudo pra se despedir com um gosto ainda mais amargo, porque ao absoluto desalento que estamos, soma-se o sentimento de ter uma coisa muito preciosa, qual seja, nossa imagem maculada, abalada pela diretoria que aí está. Não bastasse os pífios resultados em campo, ainda temos episódios como aquele protagonizado pelo Casares (participação por telefone no Mesa Redonda, durante a entrevista do MAC) ontem que não nos ajuda em nada, ao contrário, só serve pra divulgar o destempero dele e a nossa crise!

Lutar pelo São Paulo tem se tornado fardo dos mais pesados, muito porque os inimigos de dentro são mais rasteiros e nocivos do que se poderia imaginar. Mesmo assim seguimos lutando, ano após ano, com a inevitável sensação de que todo o esforço é pouco enquanto o mundo for habitado por Juvenal e seus cardeais.


É impressionante ver o quanto os papéis se inverteram, vivemos hoje uma crise até outro dia inimaginável, tanto quanto a aparente boa fase vivida no galinheiro. Esse ao meu ver é o sintoma mais evidente, do ponto que chegamos…

A pior crise da nossa história, veio justamente num momento que alguns rivais cresceram dentro e fora do campo. Ganharam títulos até não poder mais. Ganharam casa, ganharam projeção política, profissionalismo, gestão, enfim, ganharam tudo aquilo que faz um clube crescer sem perder sua essência, enquanto nós, abrimos mão da nossa.

Sinceramente, não sei o que será do São Paulo. Só sei dizer que continuaremos. Sei que estaremos sempre ao lado dele. Lutando, persistindo e errando até. Mas tentando. À torcida compete a tarefa de levar o gigante ao caminho certo. De novo.


É isso que irá nos diferenciar e permitir continuarmos em pé, de preferência para pisar na cabeça de quem construiu esse abismo entre o Tricolor e o bom e velho futebol.
 
                                                                  (imagem:spfc.net)
O discurso pacifista compete aos que não vivem e não sentem o futebol, pois o torcedor de arquibancada lamentaria ver uma torcida sem reação diante de tudo o que estamos vivendo. A vocês, meus sentimentos. Aos demais, à luta! Porque se algo se colocar entre nós e o São Paulo, faremos nossa parte. Doa a quem doer.

À diretoria: Independente de organizada, toda arquibancada tem seus códigos e eles precisam ser respeitados.

Aos jogadores: Raça sempre! E até no erro estaremos com vocês.

Aos São Paulindos, à luta! Porque o tempo urge e o caminho é longo.

 
Saudações São Paulindas!
 
Por Carol Nader – @NaderCarol

OBS: Sei que muitos vem aqui em busca de boas notícias, de uma palavra de apoio e de esperança, por isso peço desculpas desde já, por mesmo após sermos campeões invictos da Eusébio Cup com o melhor ataque e a melhor defesa, ter escrito apenas mais um desabafo.