Por Roberta Nina (@robertanina)

… Mas o São Paulo Futebol Clube, fica!

É comum que o torcedor sinta apreço e saudade daquele ídolo que fez história no clube. É aceitável e totalmente normal. Mas o fato é: arriscar a (boa) lembrança que um ídolo deixou é realmente necessário? É preciso deixar o coração de lado para analisar este assunto e, por isso, decidi citar apenas três exemplos para que possamos avaliar o “custo-benefício” desta atitude.

Na história do São Paulo, alguns ídolos retornaram ao clube e poucos são aqueles que merecem o nosso “obrigado, volte sempre”. Citando os exemplos mais recentes, Raí é um dos caras que nos trouxe alegria nas duas ocasiões. Campeão de São Paulo, do Brasil, da América e do Mundo entre o final dos anos 80 e começo dos 90, o nosso eterno camisa 10 nos deixou para vestir a camisa do PSG por quase cinco temporadas. Em 1998 retornou ao Morumbi para jogar a final do Campeonato Paulista contra o Corinthians. Raí marcou um gol de cabeça, deu uma assistência e levantou a taça de campeão no mesmo dia em que desembarcou no país. Já chega. Tá selado, é ídolo eterno e pronto. Não tem mais o que discutir!

 

Outro ídolo que retornou ao São Paulo FC foi Luís Fabiano. O atacante passou pelo clube entre os anos de 2001 e 2004 e ganhou destaque por ser goleador. Título de fato, ele não conquistou nenhum de importância, apenas um torneio Rio-São Paulo, mas colecionou confusões, expulsões e etc… Depois de passagens pelo Porto FC e Sevilla, o nosso Fabuloso voltou a vestir a camisa 9 Tricolor em 2011. 18 milhões de reais firmaram um contrato de quatro anos e nossa casa se encheu para saudar a volta de nosso artilheiro. De gol, a gente não pode reclamar, afinal, Luis Fabiano é um dos maiores artilheiros da história do clube, mas isso é apenas uma conquista pessoal do jogador. Títulos, poder de decisão e experiência como craque ele fica nos devendo, e muito! Além de ser um cara explosivo e comprometer todo o time com suas atitudes, fala muita besteira e vive dias no departamento médico. É um dia de chuteira, outro de chinelo, usando o português claro!
Correm boatos que Luis Fabiano deve deixar o São Paulo ainda este ano. Seja lá pra onde vá, o jogador volta do mesmo jeito que veio: zerado e com o título de “artilheiro dos gols inúteis”.

Um jogador muito querido pela torcida são paulina é o nosso zagueiro tri campeão mundial, Diego Lugano. Rei da raça, da cara feia e da botinada, o uruguaio Lugano deixou uma legião de fãs que os chamam carinhosamente de DIÓS LUGANO e imploram por sua volta diariamente.
Depois que abandonou o futebol turco, não seria difícil trazê-lo de volta ao Morumbi, mas o jogador se preocupa com o peso da responsabilidade. Lugano está mais velho e em entrevistas recentes, Marco Aurélio Cunha (ex dirigente São Paulino) confidenciou que o jogador tem certo receio de não corresponder às expectativas do torcedor e perder o status de ídolo que alcançou anos atrás. O zagueiro pensa se realmente dará conta do recado e, por conta disso, não arrisca um retorno ao Mais Querido.

É claro que qualquer torcedor tricolor se encheria de alegria com o retorno de Lugano (ainda mais nos tempos atuais), mas concordo com o pensamento dele. É tão difícil alcançar o sucesso e o reconhecimento dentro de um clube de futebol que é preciso muito amor à camisa e estrela de campeão para bancar um retorno.

#VamoSãoPauloooooooooooooooooo

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