Por Raiza Oliveira (@ra_iza)

Salve, Tricolores!

Clemente Juan Rodriguez

Essa semana o São Paulo anunciou a contratação de um reforço estrangeiro, o argentino Clemente Rodriguez, lateral esquerdo (leia mais sobre ele aqui). Independente da clara falta de planejamento da nossa diretoria em contratar mais um lateral esquerdo depois de reintegrar Juan (argh!), contratar o Reinaldo e deixar Lucas Farias com o status “ainda não tá pronto”, temos no Clemente a esperança de sucesso pela experiência que tem e, por que não, pelo bom passado com argentinos no clube.

José Poy, em 1973
Um dos grandes ídolos da história do SPFC é argentino. José Poy ficou no Tricolor por 14 anos como goleiro e técnico, e era tão bom enquanto jogador na década de 50 que teve seu nome cotado para a Seleção Brasileira da Copa de 1954, mesmo sendo argentino. Foi um dos jogadores que esteve nas primeiras partidas de inauguração do estádio do Morumbi. Foi campeão Paulista em 1975, vice-nacional em 1971 e 1973, vice da Libertadores em 1974 e vice Paulista em 1982.
Armando Renganeschi
Outro ‘hermano’ herói no Tricolor é Armando Renganeschi. Era um defensor clássico, habilidoso e ao mesmo tempo raçudo e valente. A famosa história do jogador que fez o gol do título, mesmo lesionado, é protagonizada por ele. O jogo era a última rodada do Campeonato Paulista de 1946 contra o Palmeiras, que aconteceu no Pacaembu.  Com quatro expulsões na parida depois de socos e pontapés envolvendo dois atletas de cada lado, não eram permitidas substituições na época, e Renganeschi que foi golpeado na confusão precisou ficar pra fazer número. Ficou, se arrastando, e fez um gol histórico. Foi campeão paulista em 1954, 1946 e 1948.
Sastre
Sastre foi o que conhecemos como queimador de línguas. Chamado pelos críticos de “deSastre” quando contratado, o meia-atacante argentino ganhou pelo São Paulo três títulos paulistas importantíssimos para o São Paulo passar a ser reconhecido como um time de ponta, em 1943, 1945 e 1946. Uma das respostas aos “cornetas” veio em um 9 a 0 contra a Portuguesa, no dia 14 de agosto de 1943, onde Sastre marcou SEIS gols.
Albella
Outro argentino de sucesso no São Paulo certamente também seria motivo de dúvidas se daria certo. Gustavo Albella chegou no time como centroavante mas não se adaptou na posição, mas se encaixou perfeitamente como meia e formou uma grande dupla com Gino no time campeão Paulista de 1953. Ganhou o apelido de “El Atômico” por fazer jogadas surpreendentes; ele dava a impressão que ia cair, mas reerguia-se e levantava a torcida. Fez 80 jogos pelo SPFC e marcou 46 gols.
Agora pergunto: Clemente Rodriguez será mais um argentino de sucesso por aqui? Nos resta torcer pra que ele faça a diferença como esses grandes argentinos no passado fizeram.
#VAILÁDECORAÇÃO!