Por Kelly Elias – @KellyEllias

 Saudações São Paulinas,

Hoje presto uma homenagem aos vinte anos da conquista do Bi – Campeonato da Copa Libertadores da América do nosso Tricolor. O feito ocorreu contra a equipe do Club Desportivo Universidad Católica, no dia 26 de maio de 1993, em Santiago (Chile), no Estádio Nacional de Santiago.
O título da Copa Libertadores da América em 1992 deu ao São Paulo o direito de começar a disputa pelo bi – campeonato somente a partir da segunda fase do torneio. Os argentinos do Newell’s Old Boys, a primeira pedra em nosso caminho, eram velhos conhecidos. Derrotados nos pênaltis pelo próprio Tricolor na decisão de 1992, esse era apenas o começo de uma campanha inesquecível. O primeiro jogo da decisão foi realizado no Estádio do Morumbi lotado, onde vencemos a partida contra Universidad Católica por 5×1. No segundo jogo da decisão realizado no Chile, o São Paulo foi derrotado por 2×0, mas ainda assim ficou com o título.
O elenco do nosso glorioso Tricolor contava com os seguintes jogadores: Zetti; Vítor (Toninho Cerezo), Válber, Gilmar e Marcos Adriano; Pintado, Dinho, Cafu e Raí (capitão); Palhinha e Müller. Técnico: Telê Santana.
Esse timaço era comandado pelo mestre Telê Santana e mostrava um futebol de encher os olhos, grandes triangulações pelo meio, ambos os laterais passando para apoiar  todo o tempo, um grande ataque e lá atrás um grande goleiro chamado Zetti que defendia todos os contra-ataques.
Nunca na história de uma partida final de Libertadores tinha terminado com um resultado tão expressivo. O bom time do Universidad Católica (Chile), que havia eliminado a forte equipe do América da Colômbia, até tentou equilibrar as coisas nos primeiros minutos da partida. Mas não resistiram à apoteose de uma equipe próxima da perfeição, que com espantosa facilidade, tocou a bola até fazer dois, três, quatro, cinco gols, fechando o marcador em 5 x 1.
O técnico do Universidad Católica, Ignácio Prieto, dizia fascinado: “O São Paulo é um time de mestres! Uma equipe iluminada”.
Na partida de volta, em Santiago, todos já sabiam: já não havia mais nada que o adversário pudesse fazer para impedir mais uma vitória do nosso glorioso São Paulo. Trinta anos após o feito do time do Santos de Pelé, tínhamos um novo bi brasileiro na Libertadores: O nosso glorioso São Paulo era outra vez o rei da América.
Lembro-me dessa partida como se fosse hoje. Momento inesquecível para qualquer são paulino, momento que deve ser sempre lembrado e guardado dentro dos corações de todos nós são paulinos.

Ficha Técnica dos Jogos:

– OITAVAS DE FINAIS

07/04/93: Newll’s Old Boys 2×0 São Paulo
06/05/92: São Paulo 4×0 Newll’s Old Boys

– QUARTAS DE FINAIS

21/04/93: Flamengo 1×1 São Paulo
28/04/93: São Paulo 2×0 Flamengo

– SEMIFINAL

05/05/93: São Paulo 1×0 Cerro Porteño
12/05/93: Cerro Porteño 0x0 São Paulo

– FINAL

19/05/93: São Paulo 5×1 Universidad Catolica
26/05/93: Universidad Catolica 2×0 São Paulo

26.05.1993
Santiago (Chile)
Estádio Nacional de Santiago
Club Deportivo UNIVERSIDAD CATÓLICA 2 X 0 SÃO PAULO Futebol Clube
CDUC: Wirth, Romero, Vasquez, Barrera e Contreras (Cardoso); Parraguez, Lepe (capitão) e Lunari; Tupper (Reinoso), Almada e Perez. Técnico: Ignácio Prieto.
Gols: Lunari, 9’/1; Almada (pênalti), 15’/1.
SPFC: Zetti; Vítor (Toninho Cerezo), Válber, Gilmar e Marcos Adriano; Pintado, Dinho, Cafu e Raí (capitão); Palhinha e Müller. Técnico: Telê Santana.
Árbitro: Juan Francisco Escobar (Paraguai)
Público: 45.000 pessoas