Hoje o tricolor enfrenta o Corinthians em partida única no Morumbi, decisão que vale a vaga na final do Paulista contra o Santos
Sempre que um clássico como este me vem à cabeça, me lembro da definição de ‘Derby’. Embora a palavra  derby seja usada para o confronto Corinthians x Palmeiras, a definição futebolística engloba qualquer confronto entre dois clubes de uma mesma região geográfica, ou cidade. Ou seja, Guarani x Ponte Preta, Comercial x Botafogo, Corinthians x Palmeiras…E por que não, São Paulo x Corinthians
Bem, definições à parte, o maior rival do Corinthians nos últimos anos (embora muitos corinthianos dirão o contrário) tem sido o SPFC. Não há como negar isso. Olhando um pouco a história recente, os clubes partiram para caminhos opostos. O tricolor partiu para conquistar a América (fato consolidado em 1992, 1993 e 2005), fora os vices de 1994 e 2006. Enquanto isso, corinthianos tentavam ‘amenizar’ a importância da Libertadores. Mas foram aprendendo que a conquista da Libertadores torna o clube em algo diferente dos demais. A conquista do Mundial interclubes mais ainda. Os corinthianos aprenderam e conseguiram conquistar estes títulos em 2012. 
No momento, os clubes passam por momentos diferentes: o tricolor está bastante agitado, até politicamente. Vem da derrota para o Atlético-MG, em um jogo que poderia facilmente ter confirmado a vitória, pois era superior em campo. O Corinthians vem da derrota para o Boca Júniors fora de casa, mas o clima interno aparenta tranquilidade. Ambos tem bons elencos e dentro de campo, são sempre 11 contra 11, sem favoritos. É assim que encaro qualquer clássico. Analisando friamente, nunca há favoritos. Retrospecto não entra em campo, nunca entrou. A camisa pesa para os dois lados. E quem vence? Quem conseguir manter a cabeça no lugar e aproveitar as chances. Esta é a receita pra vencer um clássico. 
Clássico e torneios mata-mata são bem similares em suas definições. Quantos jogos já vi que um time é muito superior, tem inúmeras chances de gol e o outro time, com um único chute a gol, vence o confronto… Ou seja, em clássicos se há chance de gol, esta chance tem que virar gol. É assim que se vence um clássico. 
Cabeça no lugar. Não há espaço pra descontrole emocional. Não há espaço pra reclamação veemente pra juiz algum. Sei que todo são-paulino tem um pouco de receio disso…
Ou seja, equilíbrio emocional é fundamental. O nome do jogo pode ser o mesmo tanto para um ponto do que para o outro: Luís Fabiano. Se ele tiver chance, tem que converter. Simples assim. E não pode se descontrolar emocionalmente, que acredito que seja exatamente o que o time do Corinthians vai explorar, se tiver chance. 
A marcação tem que ser muito bem feita, como foi nos primeiros minutos do jogo contra o Atlético-MG, por zona. O Corinthians é famoso por suas triangulações, com passagens rápidas dos seus laterais e meias para dentro da área. Se a marcação estiver boa (como foi a do Boca), o tricolor pode retomar a posse de bola e explorar a velocidade de Osvaldo no ataque. Ganso e Jadson tem que meter bolas rápidas, pois a zaga corinthiana pode demorar um pouco pra se re-organizar quando o time está no ataque. 
Outro detalhe: é bom que o tricolor preste atenção ao posicionamento na jogada área. O técnico corinthianos não é burro e certamente vai tentar explorar este outro ponto fraco do tricolor. 
E pra finalizar, não há nada melhor que vencer um clássico. O time se renova, a torcida ganha esperança e parece uma nova realidade. Não esconde os problemas, mas dá a força que o time precisa pra enfrentar grandes desafios. 
Resumindo: 
– 90 xícaras de paciência e controle emocional
– 6 doses de oportunismo 
– 3 medidas de atenção
– 3 colheres de velocidade
– comemoração à gosto
Saudações tricolores!
Thaís Paradella.