Por Camis Carvalho – @camisspfc
O São Paulo recebeu o Vasco, ontem, no Morumbi, pela segunda rodada pelo Campeonato Brasileiro. Com o time visitante completamente recuado e tentando agir nos contra-ataques, o Tricolor teve dificuldades para criar chances, o que resultou num primeiro tempo extremamente fraco, digno de dar sono até às vítimas das piores insônias possíveis. Foi desanimador. 
Mas Ney Franco fez uma digna jogada de mestre. Sacou Silvinho e Roni, que deram lugar a Aloísio e Maicon. Não poderia ter tomado uma decisão melhor. O Boi Bandido, sem dúvidas o grande nome do jogo, logo aos 15 minutos da segunda etapa já brilhou, dando uma linda assistência para Fabuloso balançar as redes. E para coroar sua brilhante atuação, Aloísio marcou o dele, após cruzamento do Lúcio. Para completar a goleada, Carleto fez seu primeiro gol com o Manto, seguido de outro gol de Luís Fabiano, e um gol contra do Vasco logo após o gol de honra do time carioca. Final 5×1 para o Tricolor, em noite de gala de Aloísio e Fabuloso. Pra quem ainda duvidava de que raça ganha jogo, ontem teve a prova. 
Foto: dragoesdareal.com.br
Mas apesar dessa fantástica mudança de postura em apenas 45 minutos, algo faltava. E era torcida. Pouco mais de 8 mil torcedores presenciaram a goleada, no retorno do São Paulo no Morumbi após quase um mês longe do estádio, o quarto menor público do ano. As desculpas são muitas: frio, apatia do time em partidas anteriores, resquícios da mágoa pelas eliminações no Paulista e na Libertadores, e por aí vai.
Quem me conhece sabe que a única coisa da qual não me orgulho do São Paulo é a sua torcida, exceto em raríssimas ocasiões. E não engulo nenhuma dessas justificativas supracitadas. Se ainda estivéssemos na Libertadores, brigando pelo título, não haveria frio que impediria o torcedor de lotar o templo, e a postura nada louvável em partidas anteriores seria magicamente esquecida. As eliminações doeram? Sim. Foram tristes, eu diria até revoltantes. Mas futebol é isso aí, derrotas e eliminações também fazem parte dele, bola pra frente. De que adianta ficar lamentando eternamente? Como eu já disse em colunas anteriores, a única opção é a cabeça erguida e focar no que vem, não no que já se foi.
Conhecida como uma torcida mimada, de boa fase, torço para que volte a marcar presença nas partidas do Tricolor, pois todos sabemos que faz muita diferença o apoio do torcedor. Sorte dos 8 mil que presenciaram a goleada de ontem, não?!
Para finalizar o assunto “torcida”, assino embaixo do recado dado pelo Fabuloso ao final da partida. “Eu, sinceramente, sou muito questionado no São Paulo. Mas sei do que sou capaz, do que já conquistei na vida, do meu potencial. Quando o time perde a culpa é minha, eu não presto. Quando ganha e eu faço gol, eu presto”, desabafou nosso camisa 9. E não podemos negar que ele tem razão, não é mesmo? Nós, torcedores, temos o péssimo hábito de tentar sempre achar um culpado para os escorregões do time, e ultimamente o “coroado” tem sido o Fabuloso, injustamente, na minha opinião. Sua postura – e seus gols – na partida de ontem, serviram para dar o recado a essa parte da torcida e da imprensa que o questionou. Deu gosto de ver!
Foto:  jovempan.uol.com.br
E quase que por ironia do destino, o nosso algoz na Libertadores será nosso próximo adversário no Brasileirão. O São Paulo vai até o Independência reencontrar o Atlético-MG. Quem sabe nós não enterramos de vez essa amarga lembrança do time mineiro, voltando para SP com os três pontos? Assim esperamos! E chega de chorar pelo leite derramado.
Avante, Tricolor! (e muito obrigada, Aloísio!)