Por Raiza Oliveira (@ra_iza)

 Libertadores 2013. SPFC x CAM. Foto: Raiza Oliveira
“Essa não é mais uma carta de amor.  São pensamentos soltos traduzidos em palavras, pra que você possa entender o que eu também não entendo.  Amar não é ter que ter sempre certeza.  É aceitar que ninguém é perfeito pra ninguém!

É poder ser você mesmo, e não precisar fingir.  É tentar esquecer e não conseguir fugir… (…) já olhei tantas vezes pro lado.  Mas quando penso em alguém, é por você que fecho os olhos.  Sei que nunca fui perfeito, mas por você eu posso ser.  Até eu mesmo, que você vai entender..

(…)  Posso perder o juízo, mas com você eu to tranquilo! Agora o que vamos fazer… eu também não sei.

Afinal, será que amar é mesmo tudo?

Se isso não é amor, o que mais pode ser? 

Estou aprendendo também… 
Texto adaptado que fiz em 27 de junho de 2011, logo após a derrota por cinco a zero para o sccp. Mas válido para hoje:
Claro que não se deve pensar de imediato que está tudo acabado, que o técnico deve ser demitido, jogador tal deve ser punido em seus salários, entre outros. Foi apenas uma derrota. Certo? Ou esta deveria ser a ideia? Terá sido “apenas uma derrota”? Seria um alerta para algum tipo de mudança?

Os tropeços servem exatamente para por à tona questionamentos que, por alguma razão estavam escondidos, e que precisavam ser revistos. Mas, revistos mais uma vez? Será preciso mais um ano perdido de vãs tentativas para que se encontre o ‘pote de ouro’? O que será preciso para o retorno à uma era de glórias em que os torcedores estão acostumados? 

Até os torcedores rivais não acreditam… acostumados a ver um arquirrival ser sempre vencedor de competições importantes, muitas ainda sequer conquistadas pelos considerados maiores times do país, sofrendo derrotas em cima de derrotas, ou arranques em campeonatos que não levaram a nada. Que preço pagar? Quantas tentativas fazer? O que arriscar, pôr em jogo? Será preciso ir até o fundo do poço para tal retorno?

Mas isso igualará o clube mais “diferenciado e soberano” do país aos outros, times normais, com desorganizações e defeitos aparentes, certo? …mas será este o pensamento correto? Ou ainda, de onde vem este pensamento? 

 Escrevo este texto como forma de reflexão pelo único que já me trouxe alegrias e tristezas, me levou ao topo e me fez passar por raras vexatórias situações como esta; mas que tem uma história que me faz confiar, ainda que com dificuldades, em dias melhores. Esta, definitivamente, não é a primeira vez que me sinto assim – vejo todos contra mim, zombando, dando-nos como acabados -: mas o mundo dá voltas; e eu torço, com o maior orgulho do mundo, para o time da fé. Mas fé basta? (adicionado em 10 de maio).
Hão de perguntar, ‘mas o que a música do J Quest tem a ver com tudo isso?’

Em diversos versos pude comparar o amor que a música retrata de um homem para com a mulher com o amor que sinto pelo São Paulo Futebol Clube. A partir do nome da canção “O que eu também não entendo”, penso em como explicar tamanho apreço por um time, um clube de futebol? Ou de repente explicar como continuar amando  o São Paulo incondicionalmente. Como demonstrar tanta confiança ainda que as coisas não vão bem? Como irritar os rivais mesmo passando por uma suposta crise, ou momento ruim? 

“Posso perder o juízo, mas com você eu to tranqüilo” já fala por si, a moeda já caiu de pé! Tirei a parte “já pensei em te largar”, porque seria mentira. Apenas “já olhei tantas vezes pro lado”. E para finalizar a relação desses amores, e tentar mostrar o que estou realmente sentindo, posso expressar através do verso “Se isso não é amor, o que mais pode ser? Estou aprendendo também…”

Sem mais.

#VAILÁDECORAÇÃO