Por Roberta Nina (@robertanina)

Nação tricolor,

A verdade é mais dura do que imaginamos e nossos números vão além do tão falado 6-3-3 que nos levou às glórias em um passado não tão distante. Os dados que sustentam este feito são assustadores. Compartilho e debato os principais deles com vocês:

– 7 eliminações consecutivas no Campeonato Paulista

A campanha do São Paulo durante o primeiro turno do Paulistão (que não vale nada!) é exemplar. Por dois anos terminamos líderes, acumulando pontos ganhos, mas quando chega na hora do vamos ver… a cena é a mesma e se repete num looping da mesma forma, há sete anos. Não é mole, não!

– 7 jogadores dispensados após queda na Libertadores deste ano

Após levar um sacode do Atlético-MG e cair nas oitavas de final da Libertadores da América, a diretoria achou sete pobre coitados para “culpar” por todos os mesmos problemas que acontecem há anos. Os jogadores dispensados foram: o lateral Cortez, o volante Fabrício, o meia-atacante Cañete e o atacante Wallyson. Os outros são os zagueiros João Filipe e Luiz Eduardo e o lateral Henrique Miranda.
Engraçado é que Fabrício e Cañete mal jogaram. Chegaram estourados e assim permaneceram até pouquíssimo tempo. Sinônimo de contratações mal feitas e dinheiro jogado no LIXO! Walysson, meu Deus do céu, chegou esses dias e também pagou o pato. Quem mandou não decidir numa final de campeonato, né?! A culpa é toda dele, é claro!
Luiz Eduardo e Henrique Miranda são dois garotos, sem bagagem e sem consideração nenhuma dos dirigentes do clube que os revelou. É lamentável! O Cortez foi queimado, só pode. Onde já se viu trazer o Juan de volta e dispensar o Cortez? Qual é o jogo que esse povo enxerga?

– 6 técnicos diferentes após demissão de Muricy Ramalho em 2009

Após a demissão de um dos treinadores mais vitoriosos da história do São Paulo, um batalhão de gente incompetente passou por lá, exceto Ricardo Gomes, que mal teve tempo de treinar o time e logo foi pro olho da rua. Sérgio Baresi (quem??), PC Carpegiani (Professor Pardal), Adílson Batista (tem fama de uma boa pessoa, mas um péssimo treinador) e Emerson Leão (o falador passa mal) esquentaram o banco antes da chegada de Ney Franco.
Por isso é que eu não concordo com a queda do treinador atual. Já vieram tantos e os problemas seguiram os mesmos. Será que a culpa é mesmo do treinador?

– Milhões recebidos na venda de Lucas…

… e nenhuma contratação de peso foi feita. A maior transação do futebol brasileiro rendeu aos cofres são paulinos R$ 110 milhões e deixou um rombo significativo no esquema tático do time. Não existe ninguém no elenco capaz de preencher a falta do nosso ex camisa 07, mas Ney Franco insiste que Douglas (oi??) tem características parecidas com as do Lucas e aí… vocês sabem!

– 3 grandes contratações que não deram resultados

Luís Fabiano, PH Ganso e Lúcio ainda não mostraram o que vieram fazer no nosso Tricolor. O primeiro teve seu momento auge no dia de sua apresentação e só. É goleador, mas não aparece (ou melhor, é sempre expulso) no momento em que mais precisamos dele! Não dá pra esconder que a torcida pegou bode do atacante. Eu sou uma delas!
O Ganso veio pro São Paulo com os mesmos problemas do Santos: joelho bichado, fora de forma e sem ritmo de jogo. Levou tempo para se recuperar e só agora está quaaaase entrando nos eixos. Além de demandar tempo na recuperação, é dinheiro que voa pela janela, né?!

Já o nosso zagueiro Lúcio, penta campeão experiente que veio com a missão de chefiar o time, se comporta de maneira inesperada, reclamando de substituições, levando cartões amarelos e vermelhos em faltas infantis e ainda dá declarações totalmente individualistas para a imprensa. Dos três, ele é o pior caso, na minha opinião! O cara veio com o status lá em cima, berrando com todo mundo e ainda por cima o São Paulo banca um salário de estrela e com muitas regalias para ele. Acho totalmente desnecessária sua presença no elenco, não agrega em nada para o time e nem para a torcida.

– 8 anos de MESMISSE!

Juvenal Juvêncio fez bem ao São Paulo, não podemos negar. Ajudou muito como diretor de futebol e se tornou presidente em 2006. Já estamos em 2013 e o cidadão ainda está lá, exercendo o continuísmo, sem abrir mão do poder. Burlou o estatuto para permanecer no comando e assim seguirá até abril de 2014.

Conclusão: de todos os números que detalhei aqui neste post, a conta citada acima a única que não fecha. Que se soma sempre e nunca é dividida entre partes iguais (elenco, torcida, clube). A “Era Juvenal” é a subtração que precisamos aplicar na instituição São Paulo Futebol Clube para multiplicar, ainda mais, o número de título que possuímos!

#VamoSãoPauloooooooooooooooooo

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Créditos fotográficos:
Paulo Liebert/AE