O que faltou ao São Paulo para vencer o Galo na primeira partida da Libertadores? Faltou mira! O que faltou ao São Paulo para vencer o Arsenal de Sarandi em casa? Faltou bola no gol, ao invés de três pauladas na trave. E contra o Corinthians? Não matamos o jogo! Este é o problema do São Paulo: falta a finalização certeira.

No clássico deste domingo, dominamos o jogo. Nosso meio campo bem ofensivo anulou a dupla Ralf e Paulinho, além de não dar espaço para as descidas de Romarinho e Emerson. Estava tudo encaixado, o toque de bola apareceu e muitas oportunidades também. Faltou pontaria e sangue frio para decidir o jogo.

Em nenhum momento tomamos sufoco do atual campeão Mundial, mas como dizia o mestre Muricy Ramalho: a bola pune! Fomos punidos pelas chances desperdiçadas e isso é um problema recorrente no São Paulo. Além disso, muitas falhas marcam nossas derrotas, assim como aconteceu contra o Galo em Minas (no lance de Ronaldinho Gaúcho) e a recuada de bola traiçoeira de Tolói para Ceni. Pagamos caro com isso!

O time precisa de mais atenção e foco. Em jogos decisivos entre dois times qualificados, ganha aquele que erra menos. Um detalhe pode ser fatal e comprometer todo o planejamento de um ano. Para esta quinta, jogando na altitude da Bolívia, o toque de bola que esteve presente no jogo contra o Corinthians tem que aparecer. Só assim vamos evitar o cansaço e controlar a partida. Mas também é preciso matar o jogo. Se houver apenas uma oportunidade de marcar, ela deve ser concretizada.

A ausência de Fabuloso será sentida, mas eu acredito que conseguiremos o triunfo. Concentração total, atenção e pontaria são itens cruciais. Se unirmos tudo isso durante os 90 minutos, não importa o placar, um a zero é goleada!

#VamoSãoPauloooooooooooooooooo

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Créditos fotográficos: Tom Dib / LancePress e Bruno Santos / Terra