Por Roberta Nina@robertanina

A pergunta da semana é: será que nosso técnico irá sobreviver após o jogo de quinta-feira? Diz a imprensa e a língua solta por aí que ele não dura. E se isso acontecer, de fato, não ficarei nem um pouco satisfeita.

Claro que Ney Franco não é o melhor técnico do mundo, longe disso, mas tem o elenco na mão e mantém uma boa regularidade no comando do time. A verdade é que o São Paulo é o primeiro grande time que Ney treina, ou seja, ele ainda passa por um processo de aprendizado, mas se analisarmos sua passagem pelo São Paulo (em menos de um ano), o aproveitamento é razoável.

Na minha opinião, após a vinda de Ney, o São Paulo cresceu, se incorpou e voltou a ser respeitados pelos adversários. Ganhamos clássicos e fomos campões da Sulamericana passando pelo chamado “mata-mata”. Os problemas que o time enfrenta desde sua chegada se deve também ao elenco que é bem limitado e refém de contusões. Cañete, Fabrício, Douglas, Luís Fabiano, Wellington, Wallyson, Ph Ganso, Negueba e Rogério Ceni são alguns exemplos.

Acho que o trabalho para fazer um time campeão não consegue ser concluído ou satisfatório com essas inúmeras trocas de treinador. Desde a saída de Muricy Ramalho, muita gente despreparada passou pelo Morumbi: Carpegiani, Adílson Batista, Leão e Baresi só nos garantiram desgosto e perda de tempo. Ricardo Gomes, em sua breve passagem, foi injustiçado e demitido de uma forma muito ingrata. Abençoado seja Milton Cruz que sempre se destaca como “quebra galho” nessas oscilações e nos garante reabilitação!

Um detalhe negativo que observei sobre Ney Franco é a maneira como o time entra em campo no primeiro tempo e como volta para o segundo: parecem dois times diferentes!!!!!! Não sei o que acontece no vestiário, não sei como ele trabalha o ânimo do jogador durante o intervalo, mas o fato é que eles voltam displicentes, em marcha lenta. Se o São Paulo não abre o placar com 1 ou 2×0 na primeira etapa, sempre sofre para garantir o resultado na volta. Já repararam nisso? É o contrário do que acontecia com Muricy. O jogador tinha medo do intervalo só imaginando o sermão da montanha que iriam escutar… e funcionava!

Mas como disse, é um treinador jovem e que está despontando aos poucos. Acho suas qualidades muito louváveis: é centrado, monta bem a equipe, evita polêmicas e mantém o grupo unido. O defeito, além de matar o time no intervalo, é não saber mexer muito bem, tanto nas substituições, como no esquema tático. É cabeça dura e insiste demais na mesma formação, esperando nascer um novo Lucas dentro de um Douglas. Socorro, né?!

Em resumo: sou a favor da permanência do Ney por conta da continuidade de um trabalho. Precisamos parar com essa mania de crucificar o técnico pela falta de Libertadores. Acordem! O problema não está só no comando, mas também nos comandados. Vocês acham, de verdade, que o São Paulo tem time para se tornar campeão da Libertadores? Não tem, é fato.

E outro detalhe, quem seria o substituto de Ney Franco? Não vejo nenhuma boa opção no mercado. E não me venham com Paulo Autuori porque esse cara foi campeão do mundo com o time montadinho, redondo, sem fazer esforço nenhum e ao primeiro sinal de ganhar mais dinheiro, largou o barco e se mandou.

Por isso que a minha torcida é para que a próxima quinta-feira seja vitoriosa, tanto para o Tricolor, como para Ney Franco.

 

#VamooooooooooSãoPaulooooooooooo!



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Créditos fotográficos: Eduardo Viana e São Paulo Futebol Clube