Por Raiza Oliveira – @ra_iza

Era uma vez um rapaz nascido no interior que resolveu jogar futebol. Com todas as opções na linha preenchidas, lhe “sobrou” ficar no gol para participar da peleja, mesmo já tendo mostrado certas qualidades correndo atrás da bola. No dia que foi para o gol, este rapaz se mostrou muito eficiente, e a partir dali não saiu mais da posição. Debaixo da trave ficou, cresceu, e foi fazer teste em clube de cidade grande. Mas chegou atrasado e perdeu o teste.
Em outra oportunidade, chegou na hora certa e fez o teste. Aprovado. Começava ali uma carreira de um rapaz simples que jamais imaginou que chegaria onde chegou. Sua função era apenas ser goleiro. Quem diria que um dia ele quase faria chover…
No dia 15 de fevereiro de 1997 aquele rapaz que chegou atrasado no primeiro teste no clube da cidade grande, fez seu primeiro gol pelo escudo que defendia e defende até hoje. Foi aprimorando sua técnica, ultrapassou a marca de outro goleiro que fazia gols em 2006 e superou a si mesmo. Um goleiro que fez dois gols no mesmo jogo quatro vezes. Vive superando quem o tenta diminuir. Tentam dizer que ele tem dois gols a menos, mas quem sabe quem fez gol é quem bate. As contas do rapaz é que valem.
Quis o destino que aquele rapaz, já maduro, chegasse a um clássico, com incômodo tabu a favor do maior adversário, com noventa e nove gols anotados. Quis o destino que nesse jogo tivesse uma falta no lugar que aquele rapaz mais gostava de bater. Quis o destino que no dia 27 de março de 2011 ele fosse feliz e fizesse centenas de milhares de fãs que agregou com o tempo, dedicação e trabalho felizes. Cem gols de um goleiro.
Não tenho mais palavras a acrescentar a uma história que a mim parece ser de um mito. Tão surreal que não acabou. Então posso reiniciar agora com “Era uma vez um mito…”?

PARABÉNS POR SER ÚNICO, M1TO!

 #VAILÁDECORAÇÃO