Hoje no Tricolor é possível ver duas situações divergentes, uma de certeza e outra de dúvida. Dois jogadores que, apesar de atuarem próximos no ataque, vivem momentos diferentes no São Paulo.

A certeza fica por conta de Osvaldo. Como joga! Sua agilidade e suas assistências encantam o torcedor. A cada jogo Osvaldo conquista ainda mais sua vaga de titular. Sua velocidade combinada com o faro de gol do Fabuloso é o álibi que o Tricolor tem para vencer as partidas, é a certeza para o ano de 2013. Pra quem achava que era impossível imaginar um São Paulo veloz e goleador sem Lucas, está se surpreendendo. Nesse ano Osvaldo já ultrapassou Jadson, até então garçom do time, e soma seis assistências.

Mas nem tudo são flores, como já diz o ditado popular. Se por um lado é possível ver o desenvolvimento positivo de um jogador no time, por outro encontramos a dúvida de todos, técnico e torcedor.

Foto: Divulgação Santos FC

A temporada ainda está no começo e Ney Franco opta por utilizar os jogos do Paulista para fazer testes táticos, já que na Libertadores o time já está pré-definido e a postura tem de ser firme, até porque o São Paulo estreou com derrota. Mas parece que por mais que Ney tente, Ganso não encontra seu espaço dentro de campo. O treinador transparece a confiança que tem no meia, exalta suas qualidades e evita emendar qualquer tipo de “crise” que possa existir nas atuações sem brilho do camisa 10, mas ainda não foi possível ver aquele futebol que levou Ganso à Seleção a ao reconhecimento Mundial.

Até o momento o torcedor tem sido muito paciente e o apoia bastante, mas vai chegar uma hora que essa paciência toda vai se esgotar e as cobranças viram fortes. Já deu pra perceber que quando o São Paulo joga sem o Ganso, joga melhor, com mais facilidade. Mas nós temos um jogador de nível, um maestro no elenco, não podemos nos contentar em apenas utilizá-lo no Campeonato Paulista.

Não duvido que ele se esforce nos treinos e mesmo dentro de campo, mas a meu ver, como torcedora, acredito que cabe um pouco mais de empenho por parte do jogador e menos “estrelismo”.  E alguns jogos é possível perceber um certo medo do Ganso em chegar na bola, em dividi-la. Algumas jogadas não têm continuidade porque o mesmo não corre atrás da bola e prefere ficar nos toquinhos de meio de campo. O São Paulo está com um time que vem desenvolvendo uma característica veloz, e ficar com toquinho no meio de campo só atrapalha.

Quando Ney Franco diz “Ganso e mais 10”, eu discordo, não se pode limitar um time a um jogador, mas apresentar um jogador a um time.

Até agora Ganso é dúvida quanto à titularidade no jogo de sábado pelo Paulista, imaginem em relação à Libertadores. Sequência nos jogos e um pouco mais de pretensão é o que Ganso precisa. Um craque como ele deveria ser solução, não problema.