Por Raiza Oliveira – @ra_iza

Hoje começa mais uma Libertadores pro São Paulo. A décima sexta na conta, pra ser mais exata. E muita coisa estará hoje em campo no Morumbi além da busca pelo quarto título da competição que tanto almejamos entrar. Mas prevejo uma reflexão muito incômoda a ser estampada nas grandes colunas esportivas nos próximos meses: esta pode ser a última Libertadores do mais novo quarentão Rogério Ceni. Será? E se for?
Comemoração de gol na LA 2004. Foto retirada do paoladavinci.com.br
Ontem celebramos mais um ano – o quadragésimo! – de vida e muita saúde do maior goleiro-artilheiro do mundo, mas esta reflexão já vem sendo feita há alguns anos por diversos veículos e ‘jornalistas’ de forma afirmativa, inclusive. Todos erraram.
Rogério mostrou no ano passado que pode chegar longe ao ter se lesionado seriamente com 39 anos de idade e voltado a jogar no nível dos mais jovens goleiros do País- até superior a muitos deles. Não deixou a desejar em nenhum jogo e cumpriu sua promessa que voltaria aos gramados assim que se recuperasse da lesão. Apostou com outros companheiros de clube, também lesionados, quem voltaria primeiro. Venceu. Fez parte da defesa que quase não tomou gols na Sulamericana, mais uma competição internacional pro currículo do papa-títulos tricolor. Muda algo este ano além dos dois dígitos na idade?
Temos a certeza que o Rogério não mudou em nada seu espírito brigador, que odeia perder. Ele mesmo disse que sente-se como um menino de 18 anos jogando. Apesar das dores, das dificuldades, do reflexo…ah, o reflexo..muitos goleiros na casa dos 20 não fariam as defesas feitas por ele no sábado contra o Mirassol, ou aquelas contra o Vasco no BR 2012…
Nossa parte é fazer como ele sempre diz nas preleções com o grupo: VIVER O HOJE. Jogar ESTE jogo. Se esta é a última Libertadores dele, não importa. O jogo hoje vale tanto que nem o Rogério está pensando nisso, nem no próximo jogo. Depois de 1.050 jogos pelo clube e 107 gols, acham mesmo que ele vai temer o número 4 acompanhado do zero?
 O que vale é o agora. Como se fosse a primeira Libertadores.