Por Raiza Oliveira – @ ra_iza

12 de dezembro de 1993. Há exatos 19 anos o São Paulo Futebol Clube levantava, pela segunda vez consecutiva, o troféu de melhor clube do mundo sobre o Milan, da Itália. O esquadrão Tricolor de Zetti, Cafu, Válber, Ronaldão e André Luiz; Doriva, Dinho, Toninho Cerezo e Leonardo; Muller e Palhinha (Juninho), sob a batuta do Mestre, fez jus ao nosso hino e honrou o nome de São Paulo mundialmente com justiça e muito suor. 
No livro “20 jogos eternos do São Paulo”, esta partida não poderia ficar de fora. O jogo que nos sagrou bi campeões mundiais teve requintes de crueldade emocional e superação, descritos detalhadamente no livro por Fábio Matos com vários depoimentos exclusivos. Em breve farei uma análise da obra toda. Mas voltando ao jogo, o Milan é o time que tem maior posse de bola e toma a iniciativa no começo da decisão. Depois de um susto com um chute forte de Massaro que para no travessão e depois nas costas de Zetti que segura firme, o Tricolor é quem abre o placar aos 19 com Palhinha e cruzamento do Cafu. São Paulo 1 a 0!
O resultado parcial dá o título ao São Paulo, mas o jogo estava longe de terminar. Logo aos 3 minutos da segunda etapa, o São Paulo se perde e leva o gol que Massaro quase fez no início do jogo, depois da soneca da defesa que deixou a bola sobrar pro italiano. 1 a 1. Três minutos depois, quase  os italianos viram o jogo com o mesmo cara. Mas é no melhor momento do Milan que fala mais forte a camisa do Maior do Mundo. Aos 14, de Palhinha para Leonardo, de Leonardo para Cerezo e Cerezo para o gol. Tricolor mais uma vez na frente no Estádio Nacional de Tóquio pra mais de 52 mil torcedores vibrarem ainda mais com um grande jogo.
Toninho Cerezo, herói aos 38 anos.
A partir da vantagem no placar, o Tricolor aumenta o ritmo e mesmo com a saída de Palhinha para a entrada de  Juninho, já cria duas boas jogadas a seguir. Aos 24, chute pra fora de Juninho. Aos 27, Leonardo quase engana Rossi com cobrança de falta na entrada da área. Mas é agora que o drama começa. Massaro e Raduciou quase marcam e o São Paulo desperdiça chance frente ao gol de Rossi. O castigo vem em seguida: outra bobeada da defesa Tricolor permite que Massaro levante de cabeça para Papin, que empata o jogo também de cabeça. Quando faltavam 9 minutos para acabar o tempo regulamentar e os jogadores se conformarem com a decisão nos pênaltis, brilha a estrela de dois heróis: Cerezo e Muller.
O gol do título não podia ser mais simples. Lançamento de Cerezo que parou no calcanhar de Muller foi direto para o gol. Calcanhar de um pé que no dia anterior estava enfaixado por dores fortes no tornozelo. 
Bendito pé. Bendito Cerezo. Bendito Muller. BI CAMPEÕES!
Fomos pressionados, sofremos, suamos. Mas levantamos aquela taça há 19 anos porque fomos merecedores. Assim como hoje. Serão quatro anos em 90 minutos. Sangue, suor e lágrimas. Mas só de alegria.
SÃO PAULO, EU ACREDITO EM VOCÊ!
#VAILÁDECORAÇÃO!