Por Raiza Oliveira – @ra_iza
Salve, nação Tricolor! Venho conversando com alguns amigos tricolores e ouvindo opiniões de especialistas quanto ao time atual, e muitos chegam num consenso de que uma das razões pelo fracasso de algumas jogadas ofensivas do São Paulo hoje não darem certo, muitas vezes, são as laterais. Num esquema que teoricamente tem tudo pra fazer o time deslanchar, vemos a zaga sobrecarregada, e creio que esse setor tem deixado a desejar. Não que Cortez e Douglas sejam ruins, aliás, nem quero entrar nesse mérito. Mas queria propor uma troca hoje, pelo menos ilusória: E se tivéssemos Leonardo e Cafu nesse time?
Pela esquerda, Leonardo. O atual diretor de futebol do PSG de Lucas jogou no Tricolor entre 1990 e 2001 e deixa saudades até hoje em quem o viu jogar. Lamento muito por não fazer parte desse sortudo grupo, mas tenho certeza que a alcunha de craque e os títulos que ganhou aqui me fazem ter uma bela ideia de como ele era sensacional em campo. Durante esse período de onze anos, Leonardo disputou 111 partidas pelo Tricolor e marcou 17 gols. Ajudou o São Paulo a levar o Mundial, a Supercopa Sulamericana e a Recopa – todos em 1993 – e o Brasileiro de 1991. Era lateral mas chegou a jogar como meia-esquerda, tamanha qualidade técnica que dispunha e que os times de Telê transbordavam. Imaginem seus cruzamentos certeiros na cabeça do Fabuloso? sem contar nas suas roubadas de bola e arrancadas objetivas… (análise por vídeos, espaço livre para discordar e contestar). E olhem em que tipo de situação Leonardo fez parte de seus gols: apenas nas duas finais contra o Flamengo pela Supercopa de 1993:
Pela direita, Cafu. Um dos melhores laterais direitos da América Latina – quiçá do mundo? – jogando pelo São Paulo ou pela seleção…a jóia revelada pelo Tricolor era inquestionável. Marcos Evangelista de Moraes, ou só Cafu (ganhou o apelido por ter estilo de jogo parecido com o do velho ponta-direita que fez sucesso no Atlético Mineiro. “O Cafuringa jogava na seleção de masters. E eu também jogava como ponta. Então, recebi o apelido de Cafuringa, depois abreviado para Cafu”, contou) foi o lateral que mais fez gols pelo Tricolor não só porque era excelente, mas porque jogava mais ofensivamente que os demais laterais da época – até mais que os de hoje. E pensar que no início da carreira ele foi dispensado nas peneiras da base do próprio São Paulo, Atlético Mineiro, Corinthians e até da Portuguesa VÁRIAS vezes. Mas insistiu, mostrou a que veio e fez 273 jogos pelo Tricolor e marcou 38 gols. Foi campeão Mundial de 1992 e 1993; Campeão da Taça Libertadores da América de 1992 e 1993; Campeão da Supercopa da Taça Libertadores de 1993; Campeão da Recopa Sulamericana de 1993 e 1994; Campeão Brasileiro de 1991 e Campeão Paulista de 1991 e 1992. 
Curiosamente hoje, 12 de setembro, fazem exatos 22 anos que Cafu estreou pela seleção como jogador do São Paulo, na época que ainda se jogava por amor pela amarelinha, mesmo com falcatruas que sempre existiram. Na ocasião, Cafu não deu muita sorte e o Brasil perdeu de 3 x 0 da Espanha. Mas a história dele não terminaria ali, como sabem. Ele fez parte das campanhas vencedoras de 1994 e 2002, e na última, com 36 anos, teve o respaldo de ser o capitão da equipe. E vejam que camisa Cafu vestia no jogo considerado POR ELE como mais importante da CARREIRA (com direito a gol, assistência e tombo na área):
Vejam como ele conta esse jogo AQUI. É emocionante.
Pois é, amigos..são tempos que não voltam mais mas que estão na nossa grandiosa história. Ninguém apaga, nem qualquer jogador da atualidade que jogue sem vontade. Que novas histórias sejam escritas!
E vocês? Concordam que essa dupla se encaixaria no time atual? Sugira suas opções!
Saudações Tricolores!
#VAILÁDECORAÇÃO