Muito tem sido veiculado e especulado sobre a possível vinda do jogador Paulo Henrique Ganso para o São Paulo.
Propostas milionárias, jogo de interesses, o jogador como um produto, indecisão dos próprios dirigentes do clube em liberar ou não o jogador e a espera do São Paulo para a contratação.
Todo esse ambiente circunde um atleta, que treinou e se preparou para ter uma carreira brilhante, que já foi considerado um dos melhores jogadores do Brasil. Esse é o preço que se paga pela fama, a incerteza do amanhã. Como lidar com tudo isso?
 
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  A frustração e a inconstância do esporte de alto rendimento são fatores que todos os atletas, até mesmo os grandes craques, estão expostos. O fracasso aparece muitas vezes como inevitável, bem como a frustração advinda deste, porém uma postura de enfrentamento por parte do atleta pode ajudar. A partir do momento em que o atleta enfrenta a situação que levou ao fracasso é possível que ele consiga atribuir as possíveis causas que levaram ele até aquela situação, e com isso fica mais fácil para corrigir os possíveis erros e aprender com estes, sendo possível assim, evitá-los futuramente.
 
Porém, nem todos atletas possuem essa estrutura emocional que possibilite a ele ter essa postura de enfrentamento da situação. Muitas vezes toda essa situação pode levar ao atleta aos extremos: agressão ou depressão, e as consequências serão sempre negativas. A intensidade das emoções resultantes geralmente é determinada pelo valor que o atleta atribui a toda situação.
 
Portanto, toda frustração pode trazer danos psicológicos ao atleta que não consegue trabalhar da maneira adequada com ela. Como a demanda por permanecer no auge, uma vez já conquistado, é alta, esse sentimento de frustração mal resolvido pode permanecer com o atleta e afetar seu desempenho no esporte, bem como sua vida pessoal futuramente.
 
E é por essa razão que sempre bato na tecla de um trabalho com o psicólogo do esporte durante toda a preparação do atleta, pois estas situações acontecem inesperadamente. Como falei na minha primeira coluna aqui no São Paulindas, o psicólogo do esporte não é bombeiro ou adivinho. Ao ser contratado quando a situação já está crítica o seu trabalho pode não apresentar a eficácia devida que teria se tivesse acompanhando o atleta a um tempo já. Como todos profissionais da comissão técnica é preciso de tempo hábil para o desenvolvimento de um trabalho fidedigno e que auxilie o atleta.

Saudações tricolores!
 
Raísa Lobato
Psicóloga
CRP 06/109459