O tema liderança é um assunto que já abordei aqui na coluna, em que coloquei a importância desse fenômeno na vida de um atleta e de sua equipe. Pontuei a diferença que um líder faz dentro de sua equipe e a questão da liderança efetiva, visto que nem sempre o treinador pode ser considerado um bom líder. Tendo em vista a amplitude desse tema, hoje falarei um pouco do processo de treinamento da liderança efetiva.

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 A liderança efetiva é uma característica fundamental não só para o treinador, mas também pra o atleta.  Em se tratando de atletas jovens, o técnico deve sempre estimular o desenvolvimento de várias características desejáveis no atleta a fim de que ele possa se tornar um bom líder. Tendo em vista que assim como nos esportes coletivos, nos individuais o lider é o próprio atleta.

Segundo Samulski (2009) para o desenvolvimento da liderança efetiva no esporte, principalmente em atletas jovens, pode-se indicar uma série de medidas denominadas elementos básicos do treinamento:

  • Empatia : capacidade de compreender o sentimento alheio, o atleta perceber as sensações de colegas e adversários.
  • Escutar ativamente : é essencial aos líderes e também deve ser trabalhada, principalmente no momento de instruções durante o treinamento e o jogo. É uma característica que depende bastante da anterior (empatia).
  • Técnicas de comunicação: permite ao líder expressar melhor seus objetivos e influenciar seus seguidores.  
  • Flexibilidade na liderança : permite ao líder maior eficácia no exercício da função.  
  • Técnicas de feedback e suporte social : o feedback possibilita ao líder saber se foi compreendido, e o suporte social é essencial em muitas situações de treino e competição. Há atletas com característica de maior dependência e o treinador deve estar apto a utilizar medidas que deem apoio necessário ao grupo.   
  • Técnicas de solução de problemas : capacidade de perceber uma situação-problema e solucioná-la é essencial aos líderes. Essa característica envolve análise, levantamento de várias alternativas positivas da situação-problema, seleção de uma alternativa positiva, aplicação da solução e avaliação do efeito das ações aplicadas. com isso, percebe-se que é uma tarefa complexa , mas que pode ser aprendida.  
  • Delegação de tarefas: é uma das medidas mais eficazes para se desenvolver a autonomia dos atletas e auxiliar no desenvolvimento de líderes.

Por fim, pode-se perceber que formar líderes eficazes não é uma tarefa fácil, porém é de extrema relevância para a carreira de um atleta. Acredito que se tomarmos consciência da importância dessa característica desde as categorias de base e trabalharmos em cima dela, teremos grandes atletas no futuro.

Saudações tricolores!

Raísa Lobato
Psicóloga
CRP 06/109459

Referências Bibliográficas:
SAMULSKI, D. Psicologia do Esporte, conceitos e novas perspectivas. 2 ed. Editora Manole, 2009.