Saudações tricolores!
Hoje o SPFC enfrenta o Flamengo no Morumbi às 16h. O jogo tem como destaque a volta do capitão Rogério Ceni e do atacante Luís Fabiano ao time titular. Rogério volta após longos meses de recuperação de uma lesão no ombro e Luís Fabiano volta após uma lesão na coxa. 
Rogério Ceni e Luís Fabiano de volta ao time titular
Boa parte da torcida está muito desconfiada do real poder desta equipe. Venho falando que, infelizmente, o SPFC possui HOJE time para ficar entre 7o. e 10o. no Campeonato Brasileiro. Ocupamos hoje a oitava posição. Com todo respeito ao Flamengo, é um time para também ocupar o mesmo espaço na tabela de classificação. Não tem elenco (muito menos time) pra muito mais do que isso. 
Ambos os times passam por momentos turbulentos. O Flamengo tem o recém-contratado Dorival Júnior como técnico, após passagem pífia de Joel Santana. E Ney Franco, pelo lado tricolor, ainda precisa mostrar a que veio. 
Algumas observações precisam ser feitas. Aqui resumirei os principais problemas desta equipe e o que eu, Thaís Cachuté Paradella faria para resolvê-los:  
1) O grande problema desta equipe está na área defensiva. Com a falta de um volante marcador, o meio-campo fica muito aberto. Logo, a zaga é toda hora acionada. Como a zaga não é lá estas coisas, sobra a bomba para o então goleiro Denis. Se a zaga não começar a se posicionar melhor, Rogério Ceni será muito acionado. E goleiro que é toda hora acionado por erros de posicionamento da zaga, sofre maior chance de tomar gol. O que eu faria? Treinaria a zaga titular a exaustão exercícios de posicionamento. Parece idiota, mas duvido que esteja sendo feito. Afinal, os gols de cabeça que o SPFC tomou contra o Atlético-GO foram patéticos. Erros grotescos de posicionamento. Se a qualidade não é fenomenal, então treina-se a exaustão para minimizar a chance de erro. 
2) O time precisa jogar no 3-5-2. Simples assim. Não adianta nem pensar em outro esquema tático. 
3) O meio-campo precisa urgentemente marcar mais. Treinos com campo de reduzido podem ajudar isso. 
4) O preparo físico do time inteiro está questionável. Afinal, o que o Reffis está fazendo? Será que não está na hora de pensar em mudanças drásticas de alimentação, treinamentos focados em um período, porque não dá pra entender como um time inteiro simplesmente ‘morre’ no começo do segundo tempo, como foi no jogo contra o Palmeiras. 
5) Os laterais (Cortez e Douglas) precisam aprender a fazer uma jogada de linha de fundo. Precisam urgentemente aprender a cruzar. Como se faz isso? Treino. Cafú não sabia cruzar. Telê Santana colocou um banquinho na beira do gramado do Morumbi e ali sentou-se. E antes, colocou um balde no meio da grande área. E disse a Cafú: ‘A gente só sai daqui quando você conseguir colocar a bola dentro do balde, partindo da lateral três vezes seguidas’. E eles treinaram até o início da noite, quando ele conseguiu finalmente. Por que não se faz mais isso com os laterais de hoje em dia? Porque eles são tão bons assim que não precisam treinar? Sem comentários! 
6) Luís Fabiano volta. OK. Conversaria com ele. Talvez uma psicóloga. Afinal, o que ele precisa entender que é um jogador que chegou com muita expectativa da torcida. Expectativa que não foi concretizada, com a perda da Copa do Brasil. Ele ganha um ótimo salário, um dos maiores da equipe. E ser expulso de maneira imbecil, no meio-campo, não é algo que a torcida vai aplaudir. Ou seja, ele quer sair desta fase ruim? Primeiro, tem que marcar gols. Não pode perder penalties, não pode tomar cartões vermelhos. Se voltar a fazer gols, a torcida vai parar de vaiar. Simples assim. Agora, não marcar gols, ser expulso e falar para a imprensa que ‘vai pensar no que é melhor pra ele’, é uma atitude muito infantil de um jogador que se espera tanto. Hoje ele tem uma boa chance de mostrar que evoluiu como atleta e que sabe sair de uma situação de pressão. Não quer pressão? Escolheu o time errado pra jogar. 
Este time PODE ter um desempenho melhor do que a oitava posição que ocupa. Pode até terminar entre os quatro. Acho difícil, mas… Nada é impossível quando se trata de futebol. 

Thaís Cachuté Paradella. 


Crédito da Foto: Globoesporte.com