Por: Camis Carvalho – @camisspfc
29/07/2012 foi um dia muito especial para o São Paulo. Sob o testemunho de mais de 30 mil torcedores presentes no Morumbi, a partida marcou a volta do M1TO Rogério Ceni aos gramados, após ficar 6 meses fora, uma goleada em boa hora sobre o Flamengo, uma importante vitória e também uma quebra de recorde.
Com dois marcados, Luis Fabiano superou a marca de Leônidas da Silva, tornando-se o sétimo maior artilheiro do Clube, com 145 gols. Os números do Fabuloso impressionam: no Brasileirão, chegou a sete gols, em oito jogos, aproximando-se de Alecsandro na disputa pela artilharia da competição. Na temporada, em 25 jogos, foram 20 gols (média de 0,8 gol por jogo).
Foto: Julia Chequer/Folhapress
Mas apesar da grande importância do artilheiro para o Tricolor, boa parte da torcida, entra ela a principal Organizada do São Paulo, insiste em atacar e culpar nosso camisa 9 por maus resultados. Na partida contra o Vasco, parte dos torcedores chamaram o atacante de “pipoqueiro”, o que o deixou claramente incomodado.
Eu sou torcedora e entendo essa sede de vitórias e de raça. Nós queremos sempre bons resultados e jogadores que honrem a camisa, que nos dê gosto de vê-los vestir nosso manto. Mas acho que tudo tem limite. Uma coisa é cobrar resultados; outra, é pegar no pé de apenas um jogador especificamente, ainda mais sendo ele um dos mais importantes para o time do elenco atual. 
E antes de ser um jogador, está ali um ser humano, sujeito a se alterar diante da perseguição. Como isso ajuda? Não beneficia em nada, pelo contrário, só prejudica ainda mais o São Paulo, pois jogador insatisfeito é jogador sem vontade, é jogador que faz corpo mole. E não podemos fazer Luis Fabiano perder a vontade de defender nossas cores, não podemos permitir que falte raça e garra em nenhum atleta. Mas pra isso precisamos fazer nossa parte.
Sempre defendi a ideia de que o papel de torcedor é TORCER. Apoiar, vibrar, cantar, ir aos jogos, ajudar o clube da forma que puder. Inclusive cobrando, sim. Queremos o melhor, temos que exigir o melhor. Mas nunca perdendo o respeito nem ultrapassando os limites do bom senso.
Fabuloso entrou em campo claramente aborrecido com as críticas, só se explicando ao final da partida: “Eu não tinha de dar satisfação, tenho de fazer meu trabalho com honestidade respeitando sempre a camisa do São Paulo. A torcida se manifesta muitas vezes em cima da emoção do jogo, mas a grande maioria ainda me apoia e é nisso que eu tenho de acreditar” – desabafou. E ainda finalizou: “Quando entro em campo, esqueço essas coisas e penso em fazer meu papel. Hoje eu entrei concentrado para ajudar o time. Independentemente de qualquer coisa, é o amor pelo São Paulo, é o amor por essa camisa.”
As declarações mostram que, apesar do ocorrido, nosso camisa 9 ainda respeita e ama nossas cores, honra nosso manto. É nisso que temos que focar. Precisamos apoiar, porque pessoas pra criticar sempre vão existir, mas a torcida tem que fazer sua parte. Tem que comparecer nos jogos, tem que dar força, cantar, vibrar. Fazer a diferença.
Vale lembrar que Fabuloso precisa apenas de 16 gols para superar a marca de Muller, sexto maior artilheiro Tricolor. Será que ele consegue? Vamos torcer! Força, Fabuloso e avante, Tricolor!