Depois de uma demonstração barata de horrores quarta-feira passada no jogo contra o Atlético-GO, no qual perdemos de maneira vergonhosa por 4×3, o São Paulo decidiu mostrar ao seu torcedor que esse ano ainda tem salvação.

Domingo, na vitória contra o Flamengo, o que vimos foi um São Paulo diferente, com postura de time que está em busca de algo e que pode incomodar os adversários. Há quem acredite, mas coincidência ou não, a mudança ocorreu na tão esperada volta de Rogério Ceni aos gramados, após meses se recuperando de uma lesão no ombro.

Foto: Marcos Ribolli / Globo Esporte

Não se pode ignorar o valor da liderança que Rogério tem sob os outros jogadores. A sua maneira de ver o jogo, de conduzi-lo e jogá-lo contagia qualquer jogador e faz com que o time cresça. Um dos principais ressalves do último jogo é o comportamento da zaga comparado ao de quarta-feira. Sob forte liderança de Rogério, a única falha que a defesa tricolor teve resultou no gol adversário, que não teve influência no placar final e não abalou o time em campo. João Filipe, Tolói e Rhodolfo foram implacáveis e dificilmente o adversário chegava ao gol Tricolor com facilidade.

Um líder, uma pessoa que toma a frente das adversidades, orienta e incentiva os companheiros, faz toda diferença num time. Essa é uma das grandes qualidades do nosso capitão. O que faltava ao São Paulo era motivação, e nada melhor que Rogério Ceni para trazer isso, seja nos treinos, no vestiário, dentro de campo ou numa conversa em particular.

Partidas bem realizadas e vitórias não vêm de graça. Sempre tem busca, empenho e vontade de vencer. A partir de agora o São Paulo que queremos é o São Paulo motivado por Rogério Ceni e jogado pelos demais.