Por Raiza Oliveira – @ra_iza

Depois de um ano e quatro meses do retorno do Fabuloso ao Tricolor, já deu pra ver que polêmica não faltou nesse período, assim como na sua primeira passagem. Quando falo em polêmica, me refiro a um todo. Nas duas primeiras passagens, entre 2001 e 2004, teve de tudo: era esquentado e descontrolado emocionalmente, seus altos, como a artilharia impressionante (118 gols em 160 partidas) – com apenas 23 anos – e baixos, como ser taxado de pipoqueiro pela torcida por não conquistar títulos ou supostamente “não comparecer” nos momentos decisivos foram determinantes. Outro fator que ajudou bastante nesse quesito de momentos ruins foi sua declaração durante um treino em que dizia não ver a hora de sair do Tricolor.

Sete anos depois, se esperava o mesmo artilheiro, com ainda mais fome de gols e títulos, que recusara uma proposta milionária do rival para jogar por amor à camisa; mais maduro e pai de família, o descontrole desta vez não seria problema em campo. Nada poderia atrapalhar seu retorno, não fosse a lesão que o afastou por sete meses dos gramados, desanimando boa parte da torcida que esquecera dos dedos apontados e das pipocas jogadas sete anos antes no CT e que estava de braços abertos enchendo o estádio na apresentação, entrando em contradição novamente dizendo que ele não voltaria mais o mesmo e que estava “bichado”. 
Vira o ano e a lesão é recuperada. Chegam os campeonatos, e Luís Fabiano não cansa de quebrar recordes de artilharia. Mas caiu na infelicidade de ser parte de mais um time sob tremenda má administração e sorte, que nem seus gols evitaram. Culpa do técnico, dos membros da diretoria, do Juvenal, dos jogadores ruins…não importa. Luis Fabiano consegue, ao mesmo tempo, a proeza de mostrar dois lados da moeda. O campeonato mais frustrante para o são-paulino em 2012, a Copa do Brasil, ele levou o troféu de artilheiro. O ano que consideramos pífio, ele conseguiu igualar o número de gols de sua primeira passagem, alcançar o mesmo número de gols de Careca e se sagrar o oitavo maior artilheiro do clube. E mesmo assim divide opiniões e promove discussões entre os próprios torcedores. Por que?
O que falta Luís Fabiano para ser unânime entre a torcida? Seus números no São Paulo não significam nada? E o fato dele ter abdicado de uma grande quantia de dinheiro para jogar aqui? Ele não é maior que o clube, logo, se for embora não terá problema? E por que Luís não fez um de seus diversos gols nos jogos decisivos como contra o Coritiba, naquela fatídica quarta-feira no Paraná?
São muitos os pontos de vista. Qual é o seu?
#VAILÁDECORAÇÃO!