Por Camis Carvalho
@camisspfc

  A derrota para o Botafogo na estreia do Campeonato Brasileiro deixou ainda mais clara a difícil relação entre Emerson Leão e a diretoria do São Paulo. Ultimamente, ambas as partes vêm trocando farpas pela imprensa. Leão reclama da falta de reforços (com razão, diga-se de passagem), enquanto os dirigentes contestam o padrão tático do time.
  O que tem sido o principal fator para manter o ambiente agradável é o apoio dos jogadores ao seu comandante. Com o episódio do afastamento do zagueiro Paulo Miranda, o treinador acabou caindo nas graças do elenco, devido à sua postura, de total apoio ao jogador.
Em entrevista coletiva, Leão fez questão de deixar claro que a união nos bastidores é muito forte: “Quando um grupo de trabalho não está fechado com o clube, que é superior a todo funcionário, tem alguma coisa errada. Se os que fazem parte da equipe, incluindo treinador, massagista e cozinheiro, estão agrupados é muito bom. É o nosso caso. Quando ganhamos e temos uma premiação, uma parte vai para todos os funcionários, como o pessoal da cozinha, quem varre… Então, todos torcem a favor, ninguém torce contra”.
  Há rumores de que, caso o Tricolor não se classifique hoje, a consequência pode ser a queda do técnico. Porém, tanto a Diretoria quanto Leão, negam essa afirmação.

                                                                        Foto: Terra

  O questionamento que faço é o seguinte: até que ponto esse clima todo que estão criando não é exagero da imprensa? Pra mim é, no mínimo, digno de dúvidas. A imprensa parece querer implantar uma “crise”, para desestabilizar o ambiente são paulino, que ao meu ver está bem mais tranquilo do que querem fazer parecer. Pelas entrevistas e palavras do nosso técnico, percebo claramente que a imprensa vem fazendo uma “tempestade em copo d’água”, já que Leão deixa bem claro o contrário: “O clima que todos falam não está dentro do gramado. Treinamos bem, com sorriso, nossa rotina não mudou. Esse tal clima não está dentro das nossas cabeças. O jogador sabe que entra em campo para ajudar a si próprio e, quando isso acontece, leva torcedor, dirigentes e todos que trabalham no clube juntos”
Boatos à parte, vale ressaltar que o que tem mantido Leão no cargo mesmo com as divergências com a Diretoria são os resultados. O técnico tem um aproveitamente de 72,6% no ano.
Mesmo assim, Leão sabe que sua indisposição com os dirigentes pode custar seu emprego. “Surpresas positivas e negativas acontecem. Não sou eu que tenho que achar o que é justo. Tenho que apresentar trabalho, e meus índices ajudam”. Mas apesar de estar mais “calminho” ultimamente, o treinador estabelece um limite para sua paciência. “Não tenho limite para o meu tanque (de paciência) desde que não me incomodem nem violem o meu trabalho. Procuro me manter como um bom profissional sempre”. 
O Tricolor enfrenta o Goiás, hoje às 22h, no Serra Dourada, na busca por uma vaga na semi-final da Copa do Brasil. O São Paulo tem a vantagem de poder perder por até um gol de diferença, já que na primeira partida o placar foi de 2×0 para o time paulista. Avante, Tricolor!