Por Raiza Oliveira – @ra_iza

Saudações tricolores!

Após 17 jogos no ano, acredito que já podemos tirar algumas conclusões do time do São Paulo FC 2012, pelo menos no quesito postura. Estamos na liderança do campeonato estadual e ainda que isso não seja algo muito significante, visto os adversários presentes na competição, é explícita a diferença deste São Paulo dos times montados nas mais recentes temporadas passadas. Mesmo com algumas oscilações, comuns de um time em formação, vejo que há um ingrediente essencial que tem sido constante e notado a cada jogo disputado: a união.
Créditos: Wagner Carmo / VIPCOMM
 Neste post em que pedi por regularidade na equipe, estávamos de fato em uma etapa deste processo de formação do time, que sofreu oscilações. Claro que ainda teremos baixas, temos aliás outro fator que tem interferido na escalação de um time “único” que se entrose em campo: as fatídicas lesões. Mas vemos a cada jogo, a cada gol feito, cada manifestação dos jogadores nas substituições,  e até nas reações nos resultados negativos como no último jogo.. está dando gosto assistir o tricolor jogar. Ano passado, por exemplo, se saíssemos perdendo o jogo, eu particularmente já nem tinha esperança (racional, se isso for possível) de que viraríamos o jogo. O único que me lembro  de termos reagido diante à adversidade foi aquele 2×2 contra o Botafogo no Engenhão, que saímos do primeiro tempo perdendo, e que o Rivaldo quase virou nos minutos finais da segunda etapa. E só! Este ano o que mais temos feito é exatamente superar nossas próprias deficiências, à base da determinação, concentração e confiança – fatores oriundos da união, na minha visão. Não vejo jogadores no elenco que sejam individualistas, como eram Dagoberto, por vezes Borges e Washington, que jogavam e buscavam a glória para si. Todos jogam pelo time.
Crédito: Wagner Carmo / VIPCOMM

Outro divisor de águas para nossa evolução é o trabalho do técnico Leão. Ele assumidamente não prioriza a técnica e tática. Mas sua atitude diante de situações como a do Lucas e a sacada de Jadson do time titular mostra que sua famosa personalidade ainda existe e ainda funciona. Muito mais experiente que em 2005, ele literalmente driblou e ignorou todas as críticas da imprensa (e até de alguns torcedores) de que está ultrapassado e “já não ganha nada há muito tempo” administrando todas essas situações da equipe, mantendo todos focados no trabalho e sem vazão para reclamação e vida mansa de jogador. Diria que Leão tem o grupo nas mãos, e isso é MUITO significativo no futebol. Mesmo com estrelas bem pagas como Luís Fabiano, Jadson e Lucas no elenco, ninguém se acha superior à ninguém e esse ambiente é muito motivador. Lideranças têm sido distribuídas entre os jogadores e todos se ajudam.

Creio que esta equipe nos dará muitas alegrias este ano. Aguardo com esperança e ansiedade a fase de mata-mata do Paulista e as decisivas da Copa do Brasil para que essa minha impressão possa se confirmar. Que voltemos a ser o temido São Paulo FC!
#VAILÁDECORAÇÃO
Até quarta-feira que vem!