E a sexta-feira chegou, finalmente. E ontem teve jogo do São Paulo, o que confesso que me casou um pequeno calafrio. Dois empates são no mínimo preocupantes, mas o São Paulo tirou um pouco da pulga que estava atrás da orelha do torcedor e vence.

Tudo bem que venceu o Guaratinguetá, mas, nesse Campeonato Paulista, não podemos subestimar os times pequenos, já que nesse interior tem muitas surpresas, jogadores bons e até mesmo derrotas ou empates surpreendentes.

 (Foto: Gaspar Nóbrega / VIPCOMM)

E quem assistiu a vitória por 3 a 0 deve ter percebido uma característica que tem se tornado marcante nesse elenco. E não é de hoje que eu venho percebendo isso, mas é algo que me preocupa e o treinador Leão precisa começar a ficar atento.

É muita individualidade para pouco time. No jogo de ontem, o time abusou tanto da individualidade que só conseguiu marcar um gol aos 42 minutos do primeiro tempo. Imaginem quanto poderia estar o placar?

Pra mim individualidade serve para aquele jogador que se destaca em time pequeno. Ele geralmente quer mostrar todo o talento quando joga contra algum time grande. Mas vamos combinar que o São Paulo não é, nem de longe, um time pequeno que precisa que seus jogadores brilhem sozinhos.

O São Paulo Futebol Clube é um conjunto. Se os 11 atletas, dentro de campo, não jogarem bem, o time todo vai sair perdendo. O mesmo vai acontecer caso um, ou dois jogadores se destaquem; eles não vencerão sozinhos. Difícil para alguns atletas entenderem isso, mas a realidade é essa.

Minha segunda preocupação são os passes errados. Já deu tempo desse time se entrosar, de começar a engrenar nesse campeonato. Já se passaram vários jogos e as alterações da equipe titular não foram tão significativas.

Agora, qual é a desculpa para tantos passes errados? Desatenção ou afobação? Proponho duas hipóteses para o torcedor pensar: Falta de interesse no jogo seria a primeira. Um adversário fraco poderia muito bem provocar isso, uma completa desatenção pelo jogo ser fácil; o que entraria bem em falta de vontade. Mas é algo que eles devem se acostumar, já que, não enfrentaram somente Barcelonas na vida, de vez em quando vem ai um Paulista de Jundiaí.

A segunda hipótese é afobação. Querer matar o jogo, fazer tudo rápido e até mesmo encher os olhos do torcedor. Isso também pode causar a imensidão de passes errados que temos.

Enfim, apesar de tudo isso, ainda estamos na sexta posição. E isso, caro torcedor, não é nada agradável ou reconfortante. Vamos esperar ver se essa reação de retomada das vitórias continuará em Piracicaba, diante do XV, que não faz lá boa campanha.