Domingo é dia de clássico. E tem jogo melhor do que esse? Não. É todo o espírito de rivalidade, da aposta entre amigos, das piadas e do sofrimento precoce imaginando se será o autor ou a vítima da zoação do dia seguinte. São Paulo e Santos. É domingo, na nossa casa, no Morumbi.

 (Foto: Luiz Pires/VIPCOMM)

Um dos maiores clássicos do futebol paulista. Em campo são 5 mundiais e 6 libertadores; dois times que são bem conhecidos por sua potência internacional, mesmo que em épocas diferentes.

O São Paulo mostrou estar tentando reconquistar a confiança do seu torcedor. Mas não se deixem enganar pelos quatro gols em cima do fortíssimo Independente-PA. Um time fraco, que estava deslumbrado por pisar no Morumbi. Esse jogo foi bom, mas não serve de parâmetro para nada.

E como todo clássico é cheio de histórias – e principalmente curiosidades – vamos aos números e aos fatos que envolvem o San-São.

Poucos sabem, mas foi um jornalista que apelidou o jogo entre São Paulo e Santos de San-São. O autor do apelido foi Thomaz Mazzoni, então jornalista do jornal A Gazeta Esportiva, no ano de 1956.

Outra curiosidade é que o San-São geralmente é vencido pelo time que está vivendo o pior momento na temporada. Mas é claro que isso não é regra, e quando há uma disputa de título, o time mais preparado acaba vencendo.

O primeiro jogo entre os times foi disputado em 11 de maio de 1930, na Vila Belmiro. A partida válida pelo Campeonato Paulista terminou empatada em 2 a 2. Já em 11 de maio de 1930, também pelo Paulistão, o São Paulo aplicou a maior goleada do San-São; o jogo terminou São Paulo 9 X 1 Santos.

O maio público do clássico foi no dia 16 de novembro de 1980, quando o São Paulo venceu o Santos por 1 a 0. Neste dia, 122.209 pessoas testemunharam o San-São. O segundo maior público é de 107.485, de 24 de junho de 1979 quando o placar da partida foi São Paulo 1 x 2 Santos.

A primeira vez que o São Paulo se sagrou campeão em cima do Santos foi no Campeonato Paulista de 1949, quando o time venceu o peixe, no dia 20 de novembro por 3 a 1.

Até Raí, um dos ídolos do clube teve sua despedida jogando um San-São. Em 3 de junho de 1993, com um jogo válido pelo Paulistão, o São Paulo goleou o Santos por 6X1. Raí fez um dos gols e de despediu, indo defender o Paris Saint-Germain, da França.

E foi durante o Campeonato Brasileiro de 2002 que a cena mais lamentável do clássico aconteceu. O São Paulo, líder do campeonato recebeu o Santos formado por Diego, Renato e Robinho – uma das vedetes daquele torneio. O São Paulo abriu o placar, mas logo levou a virada. No segundo gol, o jogador do Santos, Diego comemorou em cima do escudo do tricolor. O jogo terminou 3 a 2 para São Paulo, com o Ricardinho comemorando sobre o escudo, mas agora com aplausos da torcida tricolor.

Já no Campeonato Brasileiro de 2007, o Santos foi responsável por ser o primeiro time a fazer um gol no tricolor, que tinha uma defesa intacta a 14 rodadas, sem levar um gol. Esse jogo terminou com vitória para o São Paulo, por 2 a 1.

De todos os clássicos paulistas, o San-São é o mais desequilibrado de todos. Até o segundo semestre de 2009, o São Paulo tinha uma vantagem de ter 37 vitórias a mais que o time do litoral.

E para terminar, o fato mais curioso desse San-São: Santos e São Paulo já uniram forças e estiveram do mesmo lado. No dia 30 de dezembro de 1934, o combinado entre os dois times paulistas perdeu para o combinado entre Fluminense e Flamengo.