Hoje não vou falar de futebol, me desculpem. Mas tem coisas que devemos comentar, repudiar e até mesmo nos revoltar. Por isso mesmo, não tem São Paulo no texto de hoje – aliás, time este que não anda merecendo mesmo nenhuma palavra.

Esporte é saúde, união e alegria. Uma das maneiras mais saudáveis e sociáveis que o ser humano inventou. Consegue cuidar do corpo e da mente de uma só vez. O esporte também é disciplina, tanto que muitas comunidades usam o esporte para conscientizar as crianças.

E quando o esporte vai contra tudo isso, o que acontece? No futebol temos bons exemplos do que acontece. Torcedor tem todo direito de protestar, xingar e espernear contra a má fase do time. Tem que cobrar mesmo, afinal o time está lá e os jogadores são meros peões nesse tabuleiro e podem ser substituídos facilmente; eles vão, mas a história do clube fica.

Protestar é uma coisa totalmente diferente de violência. O que faz um “torcedor” agredir um jogador de futebol? O que a pessoa ganha com isso, ou melhor, será que o clube ganha alguma coisa com isso?

Até parece que agora o time vai melhorar no campeonato, conquistar todos os títulos possíveis e imagináveis. É como se você fosse até o banco, agredisse o gerente da sua conta porque ela está negativa.
Apesar de toda a paixão, clube de futebol é uma empresa como qualquer outra. Ninguém sai agredindo funcionário de empresa na rua. Isso vai contra tudo o que prega a sociedade.

E agredir jogador vai contra tudo o que o esporte prega. Eu, Vivian Lourenço não gosto de torcida organizada justamente por causa disso; foram transformadas em reduto de torcedores intolerantes que pensam que invadir treino, bater em jogador resolve tudo.

Não é clube A, B ou C. Todos os clubes tem histórico de violência contra jogadores. Para que incentivar a violência? Vamos pensar nisso?

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