Clássico, casa cheia, Lucas em campo, time focado, time embalado após uma bela vitória contra o Ceará e crise no rival. Tudo indicava para mais uma vitória, mas não aconteceu.

O São Paulo entrou em campo decidido a assumir a liderança e disposto a golear. Esse foi o futebol apresentado no primeiro tempo. Era jogo de um time só, as finalizações demonstraram exatamente isso, enquanto chegamos sete vezes ao gol, o rival levou perigo somente uma. O número de faltas cometidas pelo Corinthians assustava, o time estava empolgado, bola do Casemiro na trave, Juan e Cícero dominaram a lateral esquerda, a zaga alinhada e Piris, como sempre, guerreiro.

O juiz apita o fim do primeiro tempo. Hora de respirar. Todos confiantes que a vitória viria na segunda etapa, afinal, o rival estava com medo, retrancado e abalado. Começa o segundo tempo, para os torcedores, qualquer ataque, qualquer falta, qualquer chute, era gol. Era motivo para fazer o Morumbi pegar fogo, era para acabar com as esperanças do Corinthians. Pois bem, esse momento não chegou. O São Paulo foi perdendo a força e o rival começava a jogar. Casemiro lento, Lucas não conseguia concluir, Dagoberto desacreditado, até que Adilson resolve fazer substituição. Tira Piris, sentindo, e coloca Rodrigo Caio. Mais um volante para a irritação da torcida. Depois, de tanto os torcedores pedirem, sai Cícero, irritado, e entra Rivaldo, faltando quinze minutos de jogo. Só na cabeça do Adilson que em quinze minutos daria para dar uma reviravolta no jogo. Mais uma vez Rivaldo entrou tarde demais. Aos quarenta, sai Casemiro, lento, para a entrada de Marlos. Infelizmente não dava mais tempo. Podemos resumir o segundo tempo em um chute do Welington que sacudiu a torcida e uma falta do Rivaldo, nada mais.

Em suma, o time melhorou seu futebol, Adilson insiste em colocar Rivaldo tarde demais e no segundo tempo, a torcida fez sua parte e incentivou o time, quase 50 mil torcedores, um grito no fim do jogo de quem é apaixonado e está sempre ao lado do time, um ponto conquistado e a liderança provisória.

Mas não se abalem soberanos. A batalha acabou, a guerra continua. Aqui é São Paulo, aqui é Jason, aqui é campeão. Vamos em frente que atrás vem gente.

por: Camila Mazin – @CamilaMazin