Olá, queridos Tricolores…
A coluna de hoje vai falar sobre uma pessoa que dispensa toda e qualquer apresentação, porém nunca é demais enaltecer este querido técnico do São Paulo que, se estivesse vivo, completaria 80 anos. Há 5 anos  nos deixou e nossas saudades e gratidão a ele serão ETERNAS.
Eternamente Telê Santana.


Telê nasceu no dia 26 de julho de 1931 em Itabirito, Minas Gerais. Começou sua carreira em 1951, no Laranjeiras. Defendeu seu time de coração, o Fluminense, até o ano de 1960. Três anos depois, deixou a vida de jogador e foi trabalhar na posição que mais lhe deu destaque: a posição de treinador. 
Ganhou seu primeiro campeonato Brasileiro em 1971 com o Atlético Mineiro. A partir daí, foi conquistando seu espaço e respeito da torcida e da mídia esportiva como um treinador de ponta. Ganhou diversos torneios e campeonatos com grandes times brasileiros, o que lhe rendeu a posição técnico da seleção brasileira o inicio da década de 80.
“Não sou inventor e nem faço milagres. Apenas trabalho com dedicação e muito respeito.”
Apesar do esquema tático ofensivo o Brasil, sob seu comando, não ganhou nenhuma Copa do Mundo (1982 e 1986), o que lhe rendeu a fama de pé-frio; porém, nada disso parecia abalar o Mestre. Ao contrário, isso lhe deu mais força e disposição para treinar um GIGANTE, ainda que um tanto abalado por uma campanha pífia realizada no final dos anos 80.
Foi no São Paulo que Telê teve sua carreira consolidada e marcada por um vasto período de vitorias nacionais e internacionais.
“Futebol é arte e diversão. Sem chutão para a frente.”
Com sua personalidade forte e determinada, Telê apostou suas fichas no talentoso Raí e em novatos como Antônio Carlos, Cafu, Leonardo e Elivelton. O resultado foi bom e o São Paulo foi vice-campeão brasileiro de 90, perdendo na final para o Corinthians.
No ano seguinte, com mais entrosamento e a base montada do ano anterior, o São Paulo voltou a chegar à final do Brasileiro, mas desta vez conquistou o título e, conseqüentemente, um lugar na Libertadores de 92.
Os anos de 92 e 93 foram repletos de glórias para o São Paulo e para Telê Santana. O Tricolor faturou o bicampeonato paulista, o bicampeonato da Libertadores e o bicampeonato mundial em cima de grandes times europeus da época: Barcelona e Milan. O período em que esteve à frente do maior do Mundo, ficou marcado como a Era Telê.
O ano de 1993 foi o ano mais vitorioso da carreira como técnico, pois ganhou quatro títulos internacionais oficiais, todos no mesmo ano, e assim acabou conquistando uma Quádrupla Coroa Internacional, sendo até hoje o único técnico do mundo a atingir tal feito.
Apesar da paixão que nutria pelo Fluminense, não há como negar que houve uma rápida e intensa identificação dos torcedores e jogadores com o treinador. Telê sempre teve uma postura correta e ímpar perante aos seus jogadores, dando-lhes conselhos e advertências orais, sempre visando o bem estar de cada um deles. Sempre ético, correto e com firmeza de propósitos, Telê marcou historia no São Paulo e até hoje é mencionado sob o título de “Mestre” pelos torcedores e pelos jogadores que com ele trabalharam.
“Se jogador do meu time faz falta por trás, ou entra pra quebrar o adversário, o juiz nem precisa expulsar. Eu mesmo tiro de campo.”
Telê trabalhou à frente do São Paulo até 1996, quando teve uma isquemia cerebral que, segundo a família, ocorreu por erro médico. O jornalista André Ribeiro relata na biografia “Fio de Esperança” que o caso de Telê se tornou paradigma para mudança nos hospitais no tratamento dos pacientes com AVC. Esta isquemia foi início de um martírio até a sua morte, em 21 de abril de 2006, em Belo Horizonte.
 “No Brasil, o futebol está morrendo. As fórmulas dos campeonatos regionais e do Campeonato Brasileiro não são interessantes. Não são escolhidos os clubes em melhores condições técnicas, mas sim os de maior prestígio”

Os Títulos da Carreira de Telê
Jogador
1950 – Campeão Carioca Juvenil (Fluminense)
1951 – Campeão Carioca (Fluminense) 
1952 – Campeão da Copa Rio (Fluminense) 
1957 – Campeão do Rio-São Paulo (Fluminense)
1959 – Campeão Carioca (Fluminense) 
1960 – Campeão do Rio-São Paulo (Fluminense)
Treinador
1967 – Campeão Carioca Juvenil (Fluminense)
1968 – Campeão Carioca de Juniores (Fluminense)
1969 – Taça Guanabara (Fluminense)
1969 – Campeão Carioca (Fluminense)
1970 – Campeão Mineiro (Atlético-MG)
1971 – Campeão Brasileiro (Atlético-MG)
1977 – Campeão Gaúcho (Grêmio)
1983 – Campeão Árabe (Al Ahli)
1984 – Campeão do Rei (Al Ahli)
1985 – Copa do Golfo (Al Ahli)
1988 – Campeão Mineiro (Atlético-MG)
1989 – Taça Guanabara (Flamengo)
1991 – Campeão Paulista (São Paulo)
1991 – Campeão Brasileiro (São Paulo)
1991 – Troféu Cidade de Barcelona (São Paulo)
1992 – Campeão Paulista (São Paulo)
 1992 – Campeão da Copa Libertadores (São Paulo)
1992 – Campeão Mundial Interclubes (São Paulo)
1992 – Taça Cidade de Barcelona (São Paulo)
1992 – Ramon de Carranza (São Paulo)
1992 – Tereza Herrera (São Paulo)
1993 – Troféu Cidade de Santiago (São Paulo)
1993 – Campeão da Copa Libertadores (São Paulo)
1993 – Campeão da Supercopa Libertadores (São Paulo)
1993 – Campeão da Recopa Sul-americana (São Paulo)
1993 – Torneio Jalisco (São Paulo)
1993 – Torneio Cidade Los Angeles (São Paulo)
1993 – Campeão Mundial Interclubes (São Paulo)
1994 – Taça San Lorenzo de Almagro (São Paulo)
1994 – Campeão da Recopa Sul-americana (São Paulo)
1994 – Campeão da Conmebol (São Paulo)
1995 – Torneio Rei Dadá (São Paulo)
1995 – Copa Clubes Brasileiros Campeões Mundiais (São Paulo)
Ao Mestre Telê, fica nosso eterno carinho, gratidão e respeito por tudo que ele simboliza para nós, tricolores, pois sua vida se foi, mas suas obras e conquistas ficarão eternamente marcadas. 
Até semana que vem.
Uma apaixonada pelo São Paulo e pelo futebol
Créditos (imagens e fontes de pesquisa): Milton NevesBlog Do JucaTerra EsportesDuplipensarVeja SPEnsaios Antropologicos e Só Sumulas.