Boa tarde quase noite, Tricolores.

Prometo ser mais breve no post de hoje, pois quero compartilhar com vocês a emoção que senti no dia em que pisei no MORUMBI pela primeira vez na minha vida.

Eu, que sou cearense de nascimento e criação, vim morar em São Paulo em 2005. Embora nascida longe da casa do meu time do coração, tenho certeza de que sou são paulina desde que era um óvulo. Sempre alimentei a esperança de um dia poder conhecer o GIGANTE, o Morumbi.

Foi em 2005 que realizei meu sonho. Cheguei em São Paulo no mês de maio, mas só pude ver meu primeiro jogo sentada na arquibancada azul no dia 4 de agosto de 2005, uma partida entre SPFC 3 X 3 Palmeiras.

O estádio estava praticamente vazio. O jogo? Sinceramente, não prestei atenção.

Eu era só emoção. De boca aberta, ali, pasma com o tamanho daquele estádio; aquela grama tão bem cuidada, as arquibancadas limpinhas e bem cuidadas; o símbolo cravado ali na minha frente…Como foi emocionante estar ali naquela noite.

Fiz questão de chegar mais cedo (bem mais cedo, diga-se de passagem) para conhecer o estádio e suas dependências. Eu não sabia que não podia fazer isso, mas contei ao cidadão que me barrou no primeiro portão toda a linha luta para estar ali naquele dia. Ele chamou um senhor de cabelos grisalhos, conversou por alguns instantes e autorizou a minha entrada.

Cada passo que eu dava pelas salas, departamentos, vestiários, sala dos troféus, aquele corredor onde ficam as fotos da época da construção do Morumbi…tudo me emocionava demais. Toda criança tem um sonho, o meu era conhecer o Morumbi. Aquele dia teria sido perfeito se por acaso eu tivesse encontrado Rogério Ceni, mas aí seria pedir demais, né?

Eu fui avançando, até chegar à beira do gramado. Eu era só emoção. Ah, que sensação maravilhosa. Era toda a história, ali na minha frente. Tudo o que eu já tinha assistido pela TV, ali diante de mim. Abri meus braços, levantei ao céu e gritei alto: TE AMO, SÃO PAULOOOOO!!!

E sai correndo, disparada. Correndo feito uma criança solta em um parque de diversões, querendo registrar cada detalhe. Mas aconteceu uma coisa engraçada!

Eu pulei a madeira que isola o brasão do time, do gramado e deitei em cima do monumento e gritei: TIRA A FOTOOOO!!!
Ao que escuto gritos e pedidos para que me levantasse dali, pois não era permitido nem subir no símbolo, pisar no gramado e nem sentar nos bancos dos reservas. Legal!

E quem disse que para uma apaixonada há limites?? Não há. Eu faria tudo de novo.

Vou ficar devendo as fotos, porque eu simplesmente não as encontro no meio desses CD’s aqui! =(

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