Saudações São PaulinasHoje irei contar um pouco da história de um atleta brilhante que fez parte do nosso glorioso tricolor. No próximo dia 29 de Setembro, Adhemar Ferreira da Silva completaria 83 anos.“O HOMEM QUANDO VEM AO MUNDO NÃO SABE PARA O QUE VEM, OU PARA ONDE VAI. GRAÇAS AO ESPORTE, EU FUI LONGE. ESCAPEI DAS DROGAS E DA VIOLÊNCIA”. (Adhemar Ferreira da Silva)Adhemar Ferreira da Silva veio ao mundo para superar obstáculos e entrar para história do esporte brasileiro. Considerado o maior atleta olímpico, porque foi o único atleta brasileiro a conquistar por duas vezes consecutivas medalhas de ouro em Olimpíadas. As conquistas ocorreram nos Jogos de Helsinque, Finlândia, em 1952, e nos Jogos de Melbourne, Austrália, em 1956. Nascido em 29 de Setembro de 1927, em São Paulo, Adhemar Ferreira da Silva passou a juventude decidido a se tornar jogador de futebol. Chegou a atuar por algum tempo no time do bairro em que morava, como volante, apesar de não levar muito jeito para o futebol.Próximo de completar dezenove anos, caminhando com um amigo pelo centro de São Paulo, foi que Adhemar ainda jovem encontrou um atleta negro, alto e forte, chamado Benedito Ribeiro que pertencia ao São Paulo Futebol Clube. Quando ouviu a palavra “atleta”, Adhemar sentiu que poderia ser um. Como seu amigo treinava no clube, propôs a ele que também fosse treinar com ele. Lá ele conheceu seu primeiro técnico, o alemão Dietrich Gerner. Nessa época a sede do São Paulo Futebol Clube ainda era no Canindé.Sua primeira Olimpíada foi em 1948, em Londres. O sucesso de Adhemar começou em 1949 quando seu técnico, Dietrich Gerner, começou um trabalho para superar o recorde paulista, de 15.13m, até então de Geraldo de Oliveira. Já na primeira tentativa, Adhemar superou o recorde sul-americano, que pertencia ao argentino Luiz Ankel Brunetto desde os jogos olímpicos de 1924. Começando aí uma sucessão de recordes e vitórias no mundo do atletismo, chegando a bater o recorde mundial ao saltar 16.01m, em 1951. Na olimpíada de 1952, Adhemar bateu o recorde mundial de salto triplo ao saltar 16.22 m. Três anos depois, no Pan-americano do México, saltou 16.56 m e superou mais uma vez a melhor marca do mundo, até o momento em poder do russo Scherbakov, com 16.23m.Um fato inédito de sua carreira, mas que poucos conhecem, ocorreu nos Jogos de Helsinque, na Finlândia, em 1952. Durante a cerimônia de entrega dos prêmios Adhemar foi tão festejado pelo público finlandês que, como forma de retribuir o carinho, deu uma volta pelo estádio, sendo assim criada a famosa volta olímpica. “Os torcedores presentes ao estádio começaram a gritar meu nome e os organizadores do evento pediram que eu desfilasse para eles. Atendi ao pedido e este gesto acabou se integrando à rotina dos vencedores no esporte. Na época, nem imaginava que isso ocorreria”, afirmou Adhemar. Em homenagem aos dois feitos extraordinários, em 1955 O São Paulo Futebol Clube decidiu homenagear Adhemar: fixou duas estrelas douradas em sua bandeira. Sendo assim, as duas estrelas são uma homenagem ao único atleta brasileiro bicampeão olímpico: Adhemar Ferreira da Silva

Adhemar não foi um simples atleta, fora dos estádios ele teve um currículo invejável. Formou-se Escultor pela Escola Técnica Federal de São Paulo, em Educação Física na Escola do Exército, Direito na Universidade do Brasil e Relações Públicas na Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero, em São Paulo.Adhemar faleceu no dia 12 de janeiro de 2001, em São Paulo, vítima de parada cardíaca provocada por complicações respiratórias. Obrigada Adhemar por fazer parte da gloriosa história do nosso São Paulo Futebol Clube. Suas conquistas jamais serão esquecidas.
Beijos e Uma ótima quinta-feira para todos.Kelly Elias, 29 anos, Publicitária, Apaixonada pelo SPFC e Amante de Futebol.Twitter: @KellyElias29