Saudações tricolores!

Hoje temos Guarani x SPFC. Este é um jogo que sempre dá muita briga aqui em casa. Deixe-me explicar porquê: minha família é toda bugrina! Meu pai, tio, primos…Enfim, todos são torcedores do Guarani, menos esta que vos escreve! Meu tio Walter tem camarote no Estádio Brinco de Ouro da Princesa. Meu pai e meu primo Flávio são sócios-torcedores do Guarani. Meu avô Reinaldo (que Deus o tenha) era o único são-paulino da família, mas havia sido jogador do Guarani quando mais novo.


Meu pai e meu noivo no camarote do Estádio Brinco de Ouro da Princesa
vendo um jogo do Guarani ao lado da minha família bugrina

Eu cresci indo ao Brinco de Ouro da Princesa, vendo times incríveis do Guarani com Neto, Evair, Amoroso, Luizão, Edílson, dentre outros vários jogadores fantásticos que o Bugre revelou. Vi o Guarani subir e descer de séries e vi o que a má administração faz com um clube.

Hoje o meu SPFC encara o Guarani no Brinco de Ouro. Chega até ser engraçado o jeito que verei este jogo aqui em casa. Cabe aqui um parênteses: já fui ver Guarani x SPFC diversas vezes no Brinco de Ouro e depois de várias experiências, cheguei à conclusão que ver este jogo no Brinco com minha família não dá! Eu, como única são-paulina presente, comemorava os gols tricolores timidamente. Assim sendo, eu assisto o tricolor em minha televisão e meu pai, na televisão dele.

Se caso o SPFC ganhar, já sei que meu pai ficará sem conversar comigo sobre futebol por alguns dias… Se caso o Guarani vencer, sei que aguentarei muita gozação por vários dias!

Mas o futebol é assim: o gostoso está justamente na gozação, na tiração de sarro, nas histórias e lembranças que só este esporte maravilhoso nos traz.

Thaís Cachuté Paradella, 30 anos, é sócia-torcedora do SPFC, são-paulina fanática, crítica ao extremo e cirurgiã-dentista em São José dos Campos, SP.