Saudações tricolores!

Em dia de decisão do Campeonato Paulista, na qual o SPFC está fora, vou falar da decisão que começa para o tricolor na quarta-feira, jogo de ida das Oitavas-de-final pela Libertadores contra o Universitário.

Até agora, algumas reportagens dizem que Washington deve voltar ao time titular. E que os demais jogadores titulares serão os mesmos que jogaram a partida contra o Once Caldas no Morumbi.

Aqui entre nós, o que mais me chamou atenção na partida contra o Once Caldas foi a garra demonstrada em campo, mas também a fragilidade do time do SPFC, que conseguiu tomar um sufoco daqueles do Once Caldas em pleno Morumbi.

Muita gente questiona o técnico do SPFC e eu pertenço a este grupo: pra mim, não dá pra imaginar que um jogador que volta de contusão, sem ritmo de jogo, adaptado em uma posição que ele naturalmente não joga, consegue ser melhor que um jogador de ofício na mesma posição que já vem jogando.

O clima para o técnico tricolor não é dos melhores. Da arquibancada ecoavam no jogo contra o Once Caldas xingamentos específicos para Ricardo Gomes. Eu acho que o time ainda não está sendo corretamente escalado.

E se agora apresentamos um time com pelo menos raça em campo, raça sozinha não é suficiente pra levar uma Libertadores. É necessário mais que isto. É necessário saber jogar fora de casa, é necessário se trancar na defesa quando necessário, mas quando se joga em casa, não dá pra ficar tomando sufoco, nem se contentar com 1×0 no placar.

Que o técnico do SPFC entenda isso ao armar o time pra quarta-feira e se lembre o que as últimas LIbertadores mostraram ao SPFC: só Morumbi lotado, só 1×0 no jogo de ida em casa, só fazer o mínimo e só raça, não são suficientes pra levar o time longe na Libertadores!

Vamos torcer pra que neste ano, a história seja diferente!

Thaís Cachuté Paradella, 30 anos, é são-paulina e cirurgiã-dentista em São José dos Campos, SP.