Oláááá, queridos torcedores do melhor do mundo!

Esse post de hoje será para relembrarmos o nosso querido e eterno técnico Telê Santana da Silva, pois faz tempo que estamos carentes de um BOM técnico, que saiba aproveitar os jogadores como eles são e não forçar um esquema tático do qual o nosso elenco não se adapta!

Em maio, será lançado o documentário “Telê Santana – Meio século de futebol arte”, título totalmente auto-explicativo e para os que não compreendem este título, contarei um pouco sobre a brilhante trajetória do nosso ídolo como jogador, como técnico da Seleção Brasileira (que não teve tanta sorte), e claro, como técnico do nosso mais querido, São Paulo F.C.

Nosso Telê, mineirinho de Itabirito, pequeno município de Minas Gerais, entrou para o futebol profissional, jogando como ponta, pelo Fluminense, em 1951, passou ainda pelo Guarani e pelo Vasco. No Flú, passou quase 10 anos e até hoje, é o terceiro jogador que mais vestiu a camisa do clube!

Sua carreira como treinador, começou também no Fluminense, seu time de coração, em 1969, passou por muitos clubes, até chegar ao comando da Seleção Brasileira, na Copa do Mundo de 1982, na Espanha! Infelizmente o título não veio para o Brasil, e sim para a Itália. Em 1986, novamente comandou a seleção na Copa do Mundo do México, porém, quem se deu melhor, foram os Argentinos, que venceram os Alemães por 3 a 2.

O nosso mestre treinou muitos times antes de finalmente chegar ao Tricolor Paulista, em 1990! E jamais poderíamos imaginar a gloriosa era que entraríamos com esta contratação, os primeiros títulos sob o comando de Telê, vieram em 1991, com um Paulista e um Brasileirão, que nos garantiu vaga na Libertadores em 1992.

E a maré de títulos estava apenas começando, em 92, vencemos o Campeonato Paulista e a Libertadores. Com o título da Libertadores, ganhamos o passaporte para Tóquio e trouxemos de lá, o campeonato mundial! Vencemos o Barcelona, com um elenco que nos dá saudades: Zetti, Cafú, Vitor, Ronaldão, Ronaldo Luiz, Adilson, Pintado, Cerezo (Dinho), Raí, Palhinha e Muller!

Telê, que era muito conhecido por ser extremamente rígido e exigir toda a dedicação dos seus atletas, mostrava que este jeitinho único, realmente dava certo! Ele sim era treinador de verdade, não desmerecendo os outros, mas ele não tinha dó de dar bronca, de cobrar e de deixar jogadores treinando um só lance, até que o mesmo fosse feito com perfeição, pois era o que o eterno Telê queria: um futebol perfeito, com entrosamento, jogadas ensaiadas, honrando o significado do termo “Futebol Profissional”, que nos dá tanta saudades nos dias de hoje.

E para provar mais uma vez que as aulas do mestre, eram compreendidas direitinho, em 1993, faturamos mais uma vez a Libertadores e o Mundial! Em apenas 3 anos de clube, o técnico conquistou o bi-campeonato mundial e ficou conosco até 1996.

O Telê deixou o nosso Tricolor em 1996, mas deixou também muitas lições de casa e aprendizados, pois grandes ídolos dessa época, se recordam com muito carinho e respeito do Mestre e até hoje ele é muito lembrado, não só por nós São Paulinos, mas por todos os clubes que passou, por ter sua maneira única de ensinar um jogador a ser completo, ensinar princípios básicos do futebol, que são fundamentais na formação de um bom jogador, por ser determinado e principalmente, por fazer seus jogadores acreditarem em seus potenciais sem perderem a cabeça, com pés no chão! O que falta muito nas estrelinhas de hoje em dia, né?

Mas, como toda época boa, um dia acaba, além da saída do Tricolor, em 96, o nosso eterno Mestre sofreu um AVC e se afastou em definitivo do futebol, tentou voltar, mas as sequelas não permitiram e em abril de 2006, depois de 10 anos de luta, o Telê infelizmente, nos deixou.

Me lembro muito bem deste dia, muitas homenagens na televisão, muito choro dos grandes fãs, jogadores e torcedores de todo o Brasil.

E é por isso que toda vez que escuto a torcida gritar: “Olê, olê, olê, olê, Telê, Telê!”, me arrepio inteira, por tudo que ele nos trouxe…tantas taças, tantos sorrisos!

Tenho certeza que a nação são paulina será eternamente grata pela sua passagem pelo nosso clube, não podemos jamais deixar a memória do Mestre se apagar!

E como já diria a música, faço esse post, “ao mestre, com carinho!”

Uma boa semana a todos!!!!
Beijos

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